O deputado Marcelo Tavares (PSB), líder da Oposição na Assembléia Legislativa, disse, na tarde desta segunda-feira (12), em entrevista ao blogueiro, via telefone, na Rádio Capital AM, que o governo do Estado trabalha para evitar a instalação da CPI da Propina. Ela foi proposta pelo deputado Bira do Pindaré (PT), para apurar denúncias de que empresários da construção civil teriam doado R$ 1,5 milhão, para ser rateado entre 30 parlamentares, com intermediação do líder do bloco governista, Stênio Resende, para que aprovassem o projeto de lei que permite a devastação de babaçuais para fim de construção de empreendimentos imobiliários.
“A governadora Roseana Sarney, com certeza, não vai querer que sejam quebrados os sigilos bancários das empresas de construção civil, que deram as maiores contribuições financeiras para a sua campanha”, disse Marcelo Tavares, ao assinalar que o requerimento para instalação da CPI, até ontem a tarde, contava com 11 assinaturas, incluindo a dele.
Ele disse que as três restantes que possibilitam a criação serão as mais difíceis de serem conseguidas, porque só restam agora parlamentares da base do governo. Para Marcelo Tavares, quem não assinar o requerimento fica carimbado como possível beneficiário da propina.
Marcelo Tavares também joga uma nuvem de suspeita contra o Ministério Público, que poderia ajudar a sociedade, investigando a denúncia e arrolando o deputado Stênio Resende. Mas ele destaca que atualmente, o MP do Maranhão está muito afinado com o governo do Estado. Ele acrescenta que está lutando para que a CPI seja criada, mas vê muita dificuldade.
