TJMA e Cemar assinam contratos revisados que gerarão economia de mais de R$ 500 mil por ano

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e a Cemar assinaram, na última quinta-feira (27), contratos revisados de fornecimento de energia elétrica sob demanda. O trabalho minucioso realizado pela Diretoria de Engenharia e pela Divisão de Análise e Faturas nas unidades de média tensão resultará em uma economia de mais de R$ 500 mil por ano para a Justiça maranhense.

Os contratos foram assinados em reunião realizada na Presidência do TJMA, com a presença do presidente, desembargador Cleones Cunha, do presidente da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável do TJMA, desembargador Jorge Rachid, diretora-geral do Tribunal, Isabella Lago, diretora de Engenharia, Tyara Oliveira, diretor Financeiro, Amudsen Silveira, coordenador de Finanças, Fernando Marques, engenheiro eletricista do TJMA, Patryckson Santos, coordenadora de Projetos de Arquitetura e Engenharia do TJMA, Caroline Buhaten, chefe da Divisão de Análise e Faturas, Sebastião Rocha Filho, e coordenadora das atividades do Núcleo Socioambiental, Joelma Nascimento.

Pela Cemar, estiveram presentes o diretor de Relações Institucionais, José Jorge Leite Soares, a consultora de Clientes Corporativos, Mariane Carolino, e a assistente comercial Raithanha Lima. O presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), Ângelo Alencar, também participou do momento. –

“É uma alegria presenciar este momento. Primeiro pela questão socioambiental, quando percebemos que o consumo está sendo reduzido, por uma ação conjunta de todos os servidores e magistrados, e, claro, com total incentivo do Núcleo Socioambiental do TJ; segundo, pela questão econômica. Não podemos dizer que uma economia de meio milhão por ano não é significativa para o Judiciário, pelo contrário, vem em um momento muito importante”, declarou o presidente Cleones Cunha, elogiando todos os envolvidos no trabalho e o desembargador Jorge Rachid pelo trabalho incansável em prol da questão socioambiental.

REVISÃO – De acordo com Patryckson Santos, engenheiro elétrico responsável pelos cálculos e revisão do consumo de energia nas unidades de média tensão, ao longo dos últimos anos foi dado início a um acompanhamento das faturas de energia e identificado que os contratos firmados anteriormente – para atendimento de demanda – não eram mais adequados à realidade atual e necessitavam de revisão.

“Para órgãos públicos existem contratos específicos para atender a demanda. Em alguns locais estávamos consumindo muito abaixo da demanda contratada; em outros, muito acima da contratação, consequentemente, o consumo extra tarifado em um valor mais alto”, explicou o engenheiro. “Buscamos, na análise das faturas, um ponto de equilíbrio”, completou.

Os contratos de fornecimento de energia elétrica do TJMA com a Cemar funcionam da seguinte forma: demanda + consumo. Ou seja, o Judiciário paga por uma determinada demanda em kW. Aquela unidade consumidora pode consumir mais ou menos do que está contratado. Se consumir menos, paga o valor fixo do contrato; se consumir a mais, paga o valor fixo mais o consumo extra com tarifação específica.

O que foi anlisado é que, ao longo dos anos, com a conscientização dos hábitos de economia de energia e aparelhos elétricos mais econômicos e sustentáveis, esse consumo foi caindo, algumas unidades chegando a consumir metade da demanda contratada. Por outro lado, algumas unidades judiciárias que cresceram, o consumo ficou bem acima da demanda contratada, com um custo bem maior para a energia que de fato estava sendo consumida.

No total, 28 unidades de média tensão tiveram seus contratos de demanda adequados ao consumo médio.

“Este momento é uma vitória. A cada papel A4, copo, energia que economizamos é uma conquista de todos que integram o Judiciário e o respeito por um meio ambiente sustentável”, disse o desembargador Jorge Rachid.

Para o diretor de Relações Institucionais da Cemar, José Jorge, a Cemar só tem a ganhar com trabalhos como este. “Muitos podem achar que a Cemar lamenta porque está perdendo de receber uma quantia em dinheiro, quando na verdade ganhamos. Ganhamos em não ter energia desperdiçada, em capacidade de ofertar mais energia a outros clientes que necessitam, investimentos menores entre outros benefícios”, salientou.

INVESTIMENTO – Um dos investimentos que a Cemar realiza, e o TJMA foi um dos contemplados, é a troca de lâmpadas comuns por lâmpadas de LED, que consomem menos energia e tem maior durabilidade. O Tribunal foi contemplado na chamada pública feita pela empresa em 2016 e trocará, sem custo para o Judiciário, as 1.200 lâmpadas do Centro Administrativo do TJMA. A troca será realizada neste segundo semestre de 2017.

“Todo esse trabalho e essa parceria nos leva a pensar no planeta, na nossa Casa Comum. Ou nós cuidamos dele, mesmo que com pequenas ações, que juntas podem dar grandes frutos, ou não temos ideia do que deixaremos para as próximas gerações”, completou o presidente Cleones Cunha.

 

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