Chico Carvalho participa de entrega de poço artesiano na Comunidade de São Raimundo do Gapara

Na tarde de sexta-feira (11), o vereador Chico Carvalho (PSL) participou  na pequena comunidade de São Raimundo do Gapara,  da entrega do poço artesiano, que conta agora com um sistema de abastecimento de água, fruto da parceria com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA), e Instituto Federal do Maranhão-IFMA.

Em seu pronunciamento Chico Carvalho enumerou suas ações, destacando o compromisso assumido com aquela comunidade. Ressaltou que como vereador, sempre esteve trabalhando  nos bairros, até mesmo durante o período de recesso da Câmara Municipal.

“Por isso eu digo, que faço política por convicção, porque gosto de ajudar, e trabalho dentro das comunidades”. Relatou. “Eu mesmo já coloquei água em vários bairros de São Luís”. Cito como exemplo os bairros, Vila Samara, Inhauma, Vila Cabral Miranda, Vila Aparecida, e hoje dando a minha contribuição na comunidade de São Raimundo do Gapara, com este grandioso projeto. Conclui o veterano Chico Carvalho.

A solidariedade dos alunos do IFMA foi destacada pelo vereador Chico Carvalho, que forneceu cimento para a comunidade construir os pilares de sustentação da caixa d’água. “Parabenizo a aluna do IFMA pela sensibilidade em perceber a carência do bairro, e por ter se mobilizado para trazer algo realmente necessário para a vida dessas pessoas”, disse.

A moradora Rosângela Oliveira, não escondeu a alegria, depois de realizar um sonho antigo. Ela aproveitou para abrir torneira e derramar água no rosto, mostrando sua felicidade com  beneficio conquistado

“Hoje temos em nossa comunidade o projeto que mudou nossas vidas depois de enfrentar muitas dificuldades sem água, e agora após este projeto, as pessoas estão felizes com o beneficio precioso que é a “Água”. Projeto este que contou com o apoio do IFMA, CAEMA e o nosso vereador Chico Carvalho, que foi muito importante para a realização deste grandioso  projeto. Destacou e agradeceu  a moradora Rosângela Oliveira.

Segundo estudo técnico do IFMA, a pequena comunidade é formada por nove ruas e quarenta casas e tem cerca de 80 moradores, onde a maioria das moradias é de taipa, com vias de terreno arenoso, sem pavimentação devida causa a erosão.

Graças ao empenho do vereador Chico Carvalho, IFMA e CAEMA, foi possíveis instalar uma rede de abastecimento de água potável na comunidade de São Raimundo do Gapara, localizada na zona rural de São Luís. Na última sexta-feira (dia 11), os moradores do bairro ao lado da equipe do IFMA e de outros colaboradores.

Também participante do projeto, o aluno do curso engenharia civil no IFMA, Josias Silva Lima, graduado em Física, e coordenador Operacional do Sistema de Abastecimento de Água no Anjo da Guarda, contribuiu fornecendo técnicos para a instalação da rede, e ajudando  na  limpeza do poço e serviço de escavação.

“Cresci em comunidade carente, na Vila Isabel”. “Sei da importância desse projeto para os moradores desta localidade”.

Participaram da solenidade, o vereador Chico Carvalho, o coordenador Operacional do Sistema de Abastecimento de Água no Anjo da Guarda, Josias Silva Lima, o Pró-reitor do IFMA Fernando Lima, o professor André Silva, Rafaela Nunes comunitária, e a tesoureira da Associação dos Produtores Rurais do São Raimundo do Gapara, Rosângela Oliveira.

 

 

DPE-MA ingressa na Justiça contra cartório de Viana que se nega a registrar indígenas

O Núcleo de Direitos Humanos (NDH), da Defensoria Pública do Estado (DPE-MA), protocolou, na última terça-feira (15), no Fórum de Viana, um Mandado de Segurança Coletivo com Pedido de Liminar, solicitando à Justiça a obrigatoriedade do 2º Cartório Extrajudicial da comarca emitir Registro Civil de indígenas da etnia Akroá Gamella. A defensora pública titular do NDH, Clarice Viana Binda, que assina a petição, esteve no município, onde constatou que o direito à identificação civil tem sido realmente negado aos indígenas.

A defensora relata ainda que o Núcleo de Direitos Humanos vem acompanhando os conflitos relacionados aos indígenas desde o ano passado, mas o nível de violação contra os seus direitos vem aumentando na localidade. Este ano aconteceu grave confronto em uma área de retomada dos indígenas, onde índios foram atacados e feridos, alguns, inclusive, tiveram partes dos corpos decepadas.

“É mais uma tentativa de tolher direitos dos indígenas, sobretudo os Gamellas, que recentemente sofreram sérias agressões. Desde então há uma campanha de criminalização dos índios, incitação do ódio contra os mesmos que perpassa por agressões verbais, físicas e negativa de direitos básicos como a simples emissão de certidão de nascimento com base na autoindentificação indígena”, enfatizou Clarice Binda.

Segundo relatos, o cartório exige que os indígenas comprovem sua “condição indígena” para que o documento seja emitido, o que segundo a defensora fere os direitos à autoindentificação, ao nome e ao reconhecimento jurídico da pessoa, garantias já expressas pelo direito pátrio e tratados e convenções internacionais de direitos dos povos indígenas.

A defensora ressaltou, ainda, que o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública está atento a essas demandas, e que a instituição utilizará todos os dispositivos legais com o objetivo de garantir os direitos da população indígena.

 

Justiça suspende entrega de título a Lula na Bahia

(FOLHA)

Uma decisão da Justiça Federal da Bahia suspendeu, nesta quinta-feira (17), o título de doutor honoris causa que seria entregue ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta (18) pela UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano).

A homenagem foi aprovada pelo conselho universitário da instituição e estava prevista para ser entregue ao ex-presidente na cidade de Cruz das Almas (BA), durante a agenda de viagens que ele faz a partir desta quinta pelos Estados do Nordeste. Lula tem dito que deseja ser o candidato do PT à Presidência da República.

A determinação é do juiz Evandro Reis, da 10ª Vara Federal Civil da Bahia, que diz haver “desvio de finalidade revelador de ofensa à moralidade administrativa, pois outorgado às vésperas de o laureado empreender caravana pelo Nordeste”.

Segundo Reis, a homenagem tem “vistas a propiciar manifestação ruidosa do réu Luiz Inácio Lula da Silva no local da entrega da homenagem ao coincidi-la com o evento que ele está envolvido de visibilidade político-partidária denominado ‘Brasil em Movimento'”.

A decisão da Justiça foi dada após ação popular protocolada pelo vereador de Salvador Alexandre Aleluia (DEM), que diz que a universidade tem feito “campanha antecipada” e que o ex-presidente foi condenado pela Justiça Federal de Curitiba por corrupção no caso tríplex. O ex-presidente recorre e tem dito que não cometeu irregularidades.

Foram suspensos tanto o ato administrativo que concedeu o título como a solenidade de entrega da homenagem. Para o magistrado, também houve “hostil violação da regra administrativa” na aprovação do título, porque ele foi proposto por membros do conselho universitário, embora resolução da UFRB diga que tenha que ser apresentado pelo reitor ou pelo conselho diretor do centro de ensino.

Ao final da decisão o juiz pede que “oficie-se à Polícia Federal por e-mail e por mandado para que esteja presente na data e local anunciados da entrega da honraria, e em caso de descumprimento desta decisão adote as medidas cabíveis para sua observância”.

Procurado, o Instituto Lula ainda não se posicionou sobre o assunto. A UFRB disse que ainda não foi notificada da decisão

Ex-atriz mirim, Carla Diaz fala de papel em ‘A Força do Querer’

De volta à TV Globo, Carla Diaz gravou nesta quarta-feira (16) suas primeiras cenas em A Força do Querer. Na história, ela será Carine, funcionária de um salão de beleza que balançará a relação de Bibi (Juliana Paes) e Rubinho (Emílio Dantas). Em conversa com QUEM, Carla falou do peso de viver a rival da Perigosa na trama.

“Intensifiquei o treino porque competir com a Juliana Paes não é fácil! (Risos) Ela tem um corpaço, é maravilhosa, um mulherão! Quando vi que seria rival dela na novela das 9 fiquei chocada. Estou malhando duas vezes por dia. Antes de começar a gravar hoje, estava correndo na praia, fazendo esteira, musculação e dança do ventre”, declara.

Não é a primeira vez que Carla – cujo trabalho mais recente na TV foi em A Terra Prometida, da Record – atua em uma novela de Gloria Perez. Em 2001, quando ainda era atriz mirim, ela viveu a personagem Khadija, que ficou marcada por eternizar a expressão: “Inshalá” (Deus queira). “A Gloria (Perez) me mostrou para o mundo. O Clone é vendido até hoje. Já fui reconhecida na Argentina, no Uruguai. Ser parada na rua e ser reconhecida em outro idioma é incrível”, conta.

Primeira cena terá briga

A atriz adiantou que a personagem dela e de Juliana já vão brigar no primeiro encontro.  “Ela e a Bibi já vão sair no tapa. Hoje foi a minha primeira vez no set, meu primeiro contato com a Ju (Juliana Paes). Já trabalhei com ela em Laços de Família e O Clone. Digo que a Ju me pegou no colo. Mais carinhosa impossível! A gente se encontrou na maquiagem e ela já veio me abraçando. Entrar numa novela no meio é um desafio. Mas estou sendo muito bem recebida pela equipe inteira”, agradece.
Mudança no visual
Para dar viver Carine, a atriz teve que fazer uma trabalho intenso de caracterização. “Mudei tudo. Nada é meu! (Risos) essas unhas são decoradas. É uma unha de oncinha com strass. Estou com cabelão, coloquei um mega loiro até a cintura. Totalmente diferente de mim! Uso muitas pulseiras e a maquiagem tem uma boca rosa pink”, revela.

Nesta quarta à tarde, Carla compartilhou um vídeo em que aparece ensaiando a coreografia do funk Cheguei, sucesso da cantora Ludmilla, antes das gravações de A Força do Querer. “Adoro funk. Danço com minhas amigas. A dança sempre foi muito presente na minha vida. Faço dança do ventre há 15 anos. O funk que a Carine dança é mais sensual. Tem passos que aprendi que não sabia antes”, explica.

Para brilhar como Carine, a atriz aprendeu passos com o coreógrafo Rômulo Oradas. “Olha, funkeira chegando aí”, disse Carla ao compartilhar um vídeo da aula.

Fonte: Quem

MPF pede a condenação de Zé Arlindo por corrupção

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil por ato de improbidade administrativa contra José Arlindo Silva Sou, ex-prefeito do município de Pinheiro (MA), por não prestação de contas da aplicação de recursos repassados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para recuperação de estradas vicinais nos Projetos de Assentamento do município e implantação de quatro sistemas de abastecimento de água.

De acordo com a ação, em 2010, sob a gestão de José Arlindo, o município de Pinheiro firmou convênio com o Incra, no valor de R$ 2.274.992,41, para realização das obras. Desse total, foram efetivamente repassados R$ 1.403.432,09 ao município, mas, mesmo após ser notificado, o à época prefeito deixou de encaminhar a devida prestação de contas no prazo legal, sem apresentar justificativa aceitável. A omissão do gestor ocasionou a abertura de processo de Tomada de Contas Especial.

“Sem a justificação posterior dos atos a seu cargo, estará de todo frustrada a exposição do administrador público ao controle da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e eficiência que devem permear o seu proceder, fugindo à devida publicidade de suas ações”, afirmou o procurador da República Juraci Guimarães Júnior. Segundo ele, conforme previsto em lei, a omissão na prestação de contas configura-se ato de improbidade administrativa.

Assim, o MPF/MA pediu à Justiça Federal que José Arlindo Silva Sousa, ex-prefeito de Pinheiro, seja condenado a ressarcir integralmente os valores repassados pelo Incra – cuja aplicação não foi devidamente declarada –, a pagar multa civil de até cem vezes o valor de sua remuneração e seja proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. Além disso, quer a aplicação das sanções de perda da função pública que porventura exerça e suspensão de seus direitos políticos pelo período de três a cinco anos.

Morre no Rio, ator Paulo Silvino

Morreu, na manhã desta quinta-feira (17), aos 78 anos, o ator Paulo Silvino. Segundo a Central Globo de Comunicação, o humorista morreu em casa, na Barra da Tijuca, Zona oeste do Rio, no início da manhã. O artista, que lutava contra um câncer no estômago, estreou na TV Globo em 1966, apresentando o Canal 0, programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV.

Silvino cresceu nas coxias do teatro e nos bastidores da rádio. Isso porque seu pai, o comediante Silvério Silvino Neto, conhecido por realizar paródias de figuras públicas no Brasil dos anos 1940 e 1950, levava o menino para acompanhar seu trabalho. Paulo Silvino também mostrava talento para a música, revelado durante as aulas que tinha com a mãe, a pianista e professora Noêmia Campos Silvino.

“Eu nasci nisso. Com seis, sete anos de idade, frequentava os teatros de revista nos quais o papai participava. Ele contracenava com pessoas que vieram a ser meus colegas depois, como o Costinha, a Dercy Gonçalves.”

 

“Serei um Senador Municipalista”, afirma José Reinaldo Tavares

O ex-governador José Reinaldo Tavares recebeu o titular do Blog do Glaucio Ericeirana tarde da última segunda-feira, na sua residência, em São Luís.

Durante quase uma hora, batemos um papo proveitoso e esclarecedor sobre a sua pré-candidatura ao Senado; fatos da política local e nacional.

Zé Reinaldo é o primeiro a participar da série de entrevistas que o titular do Blog realizará com todos os demais políticos que, até o momento, assumiram publicamente suas pré-candidaturas.

Como é de praxe, o deputado federal não se esquivou dos questionamentos; apresentou suas propostas senatoriais; e garantiu que o seu projeto de chegar à Câmara Alta, em 2018, é irreversível, independentemente de não vir a ser um dos escolhidos no grupo do governador Flávio Dino.

No entanto, disse que continua trabalhando para ter o apoio do comunista em uma chapa que, na sua avaliação, seria composta pelo também deputado federal Weverton Rocha.

Zé Reinaldo deixou claro que sua candidatura terá alicerce forte no grupo municipalista liderado pelo presidente da Famem, prefeito Cleomar Tema.

Avaliou que a ex-governadora Roseana Sarney não disputará o governo e que o candidato do grupo Sarney deverá ser o senador João Alberto.

Também comentou o rompimento envolvendo Dino e Roberto Rocha, classificando a situação como um ato de precipitação e de ingenuidade por parte do senador.

Abaixo, confira o bate-papo com o experiente José Reinaldo Tavares.

PS: As fotos são do repórter fotográfico Silas Serra.

Blog- Governador Zé Reinaldo, sobre sua candidatura ao Senado. Ela está mantida, de fato? Trata-se de um projeto irreversível? Ou existe a possibilidade do senhor, ano que vem, optar por um outro projeto, como renovar o mandato de deputado federal ?

Zé Reinaldo – A eleição para o Senado, pra mim, é um projeto que já adiei duas vezes, pelo menos, para ajudar o grupo ao qual estava inserido. A primeira vez foi na eleição do Jackson, que eu fiquei até o fim [no cargo de governador] para dar condições ao Jackson para disputar uma eleição com igualdade, com equilíbrio. A segunda vez foi na candidatura vitoriosa do Flávio Dino, quando abrir mão da disputa ao Senado para manter o grupo unido. Caso não fizesse isso, iria ocorrer um racha. O Senado permite que pessoas experientes, que já tem ideia do que é o poder, possam render muito mais para o Maranhão. Também não é um projeto só meu. É um projeto que une a Federação dos Prefeitos [Famem] e que tem uma base política estruturada. De forma que eu não pretendo ter plano B. Eu pretendo ser candidato ao Senado. Pra mim, pessoalmente, é um projeto irreversível.

Blog – Seu grupo político, comandado pelo govenador Flávio Dino, tem neste momento mais três pré-candidatos, além do senhor. Caso o senhor não seja um dos escolhidos para disputar as duas vagas que serão abertas, qual será seu posicionamento?

Zé Reinaldo – Eu serei candidato do mesmo jeito.

Blog – Por outro grupo político, então?

Zé Reinaldo – Serei candidato com os meus amigos prefeitos e prefeitas, juntamente com o apoio da Federação. Agora, quem não quer o apoio do governador? Eu quero e vou trabalhar para tê-lo. Eu espero que ele [Dino] me apoie. Mas se isso não acontecer, a minha candidatura continuará. Para ganhar ou para perder, eu serei candidato ao Senado.

Blog – O senhor falou do apoio do presidente da Famem, Cleomar Tema, e de um grupo formado por vários outros prefeitos e prefeitas. Com relação aos apoios partidários, como o senhor está costurando isso?

Zé Reinaldo – Olha, no PSB eu não vou ficar. O partido, depois da morte do Eduardo Campos, perdeu o ímpeto e as ideias. Hoje no PSB não se discute mais as ideias do Eduardo. Ele foi favorável as reformas da previdência e trabalhista e o partido ficou contra isso. E ficou contra de maneira inusitada, porque fechou questão sem discutir com os deputados que iriam votar. Desta forma, o PSB hoje para mim é um partido que tem um futuro incerto e ideologicamente colocado contra as reformas que todos sabem que são necessárias. Então, do PSB eu estou de saída mesmo.

Blog – Então está confirmada sua ida para o DEM?

Zé Reinaldo – Tenho convite, sim, do Rodrigo Maia, do presidente Agripino para ir para o DEM e ser candidato ao Senado pelo partido. Vejo com muita simpatia o que está acontecendo no DEM, que irá se colocar como um partido de Centro, com um ideário voltado para os problemas atuais do Brasil. Está se formando uma frente que contribuirá para tornar o DEM protagonista. Sobre minha filiação, estou apenas aguardando as condições necessárias e sobre as quais estamos discutindo. Inclusive, na reforma política, tem uma janela [de saída] que não estava prevista e será votada. Essa janela vai favorecer muitos deputados que também irão sair do PSB. Então, até o fim de setembro já estarei filiado ao DEM. É um partido que eu gosto, me sinto bem e que já tive o prazer de presidir no Maranhão quando era o PFL.

Blog – O senhor votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma, ano passado, e mais recentemente a favor do arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer. Duas posições contrárias em relação ao que pensa Flávio Dino. Ele lhe pediu para votar diferente?

Zé Reinaldo – Na votação da Dilma eu expliquei para ele porque não poderia votar pela manutenção dela. Além dos assuntos gerais do país, nós tivemos a cassação do Jackson; tivemos a perseguição ao meu governo. Ela mesmo teve um problema com todos nós aqui do Maranhão. Ela, quando presidente, não trouxe uma obra, não trouxe nada para o Maranhão. De forma que, na ocasião, eu expliquei tudo isso ao governador. Em relação ao voto no caso Temer, não houve pedido algum.

Blog – O seu voto rejeitando a denúncia contra Temer foi criticado por aliados do governador, inclusive petistas que estão no governo e vários veículos de comunicação ligados ao Palácio dos Leões. Todos lhe criticaram muito, bateram pesado no senhor. Isso lhe incomodou?

Zé Reinaldo – Não, isso não me incomodou, não. Isso faz parte do jogo. Tem interesse de tudo quanto é jeito, tudo quanto é tipo. Mas acredito que até o PT não queria que o Temer caísse. E expliquei isso em um artigo recente que fiz. De forma que eu não me impressiono e nem me sinto pressionado com essas críticas. Eu já estou muito calejado para me impressionar com isso (risos).

Blog – Qual a sua avaliação do governo Michel Temer? O senhor acredita que ele conseguirá ter governabilidade para gerir o Brasil até o fim do mandato?

Zé Reinaldo – O presidente Temer tem governabilidade. Erra quem pensa que ele não tem. Ele é querido dentro do Congresso, ele sabe trabalhar no Congresso Nacional. A reforma política, é evidente, será muito importante para melhorar ainda mais a governabilidade não só do governo Temer, mais de qualquer outro governo. Hoje, com 30 partidos é impossível você ter uma maioria permanente. Acredito, sim, que o presidente concluirá tranquilamente seu mandato com o apoio político necessário.

Blog – Falando em reforma política, o senhor é a favor do modelo Distritão?

Zé Reinaldo – O Distritão é um projeto que já foi discutido muito e tem uma vantagem: é que o eleitor saberá em quem está votando e isso aproximará o eleitor do eleito e dará mais responsabilidade em relação ao Distrito que será o Maranhão. Ele já existe para outras funções, como a eleição para governador de estado. Eu sou a favor, embora reconheça que tenha problemas. Por exemplo: os partidos deixarão de ter importância, quem será importante é o candidato. Isso é ruim. Eu acredito que deva votar a favor, mas vou verificar todas as condições. Se aprovada a cláusula de barreiras, a proibição de coligações, nesse caso, poderíamos até manter o sistema proporcional pelo menos para a próxima eleição, mas com todas essas coisas bem definidas.

“O Senado permite que pessoas experientes, que já tem ideia do que é o poder, possam render muito mais para o Maranhão. Também não é um projeto só meu. É um projeto que une a Federação dos Prefeitos [Famem] e que tem uma base política estruturada. De forma que eu não pretendo ter plano B. Eu pretendo ser candidato ao Senado. Pra mim, pessoalmente, é um projeto irreversível”

Blog – Como é que está a sua relação com o governador Flávio Dino? O senhor tem conversado com ele sobre sua pré-candidatura ao Senado?

Zé Reinaldo – Sobre candidatura ao Senado não tenho conversado. Mas tenho conversado com ele sim.

Blog – O senhor lançou sua pré-candidatura em maio, na cidade de Tuntum. E lá estava o secretário Márcio Jerry, presidente do PC do B e homem forte do governo, que não declarou apoio ao seu projeto, diferentemente do posicionamento que ele adota em relação a pré-candidatura do deputado Weverton Rocha, do PDT. Isso lhe incomoda?

Zé Reinaldo – Olha, isso para mim não tem grande significado. Isso [apoio] vai depender é do governador, não é de outra pessoa. E eu espero que ele me apoie. Mas eu não coloco a minha candidatura dependente de um sim ou não do governador. Claro que desejo o apoio. Facilita muito uma candidatura chancelada pelo governador e é o que eu pretendo. Mas pode acontecer tudo não vida, a gente nunca sabe.

Blog – Como está a sua relação com a ex-governadora Roseana e o seu grupo político? O senhor acha que ela será candidata ao governo?

Zé Reinaldo – Eu não acredito muito na candidatura dela. Ela seria candidata, mesmo, pra valer, se ela tivesse o apoio do ex-presidente Lula na campanha. Como eu acho que isso não vai acontecer, avalio que ela não deverá ser candidata. A não ser que as pesquisas mostrem um favoritismo dela. Fora essa hipótese, acho que ela não será.

“Até o fim de setembro já estarei filiado ao DEM. É um partido que eu gosto, me sinto bem e que já tive o prazer de presidir no Maranhão quando era o PFL”.

Blog – O senhor acha, então, que o grupo da Roseana lançará outro nome?

Zé Reinaldo – Acho que o nome é o João Alberto. É antigo no partido, é de confiança do grupo e do presidente Sarney. Acho que seria ele, caso ela [Roseana] não dispute. Sem as condições favoráveis, acho muito difícil ela tentar disputar com um governador no pleno exercício do mandato.

Blog – Qual a sua avaliação da possível chapa senatorial do grupo Sarney, formada por Sarney Filho e Edison Lobão?

Zé Reinaldo – Sarney Filho será candidato. Ela já me disse várias vezes que não deixará este projeto nem pela irmã.

Blog – É uma chapa forte no seu entendimento?

Zé Reinaldo – Vai depender do govenador. Porque se o governador não se empenhar pela eleição dos seus dois candidatos, como fez Roseana quando elegeu João Alberto e Lobão… Ele tem condições de fazer os dois senadores. Mas terá que se empenhar, como se empenhou, por exemplo, na eleição do Roberto [Rocha]. Se ele não fizer isso, poderá fazer com que muitos prefeitos, como se diz no popular, queiram colocar o pé nas duas canoas.

Blog – O senhor acredita que o governador manterá como critério para escolha dos dois candidatos ao Senado aqueles que melhor aparecerem nas pesquisas?

Zé Reinaldo – Eu avalio que esse é o melhor critério para ele. Porque são políticos e pré-candidatos ligados a ele. Então, acredito que esse deva ser o critério de avaliação dele.

Blog – Quais serão as suas bandeiras prioritárias de luta no Senado, caso o senhor seja eleito?

Zé Reinaldo – O Maranhão precisa de alavancas fortes para se desenvolver. Temos problemas sérios na área social, de geração de renda. Tenho trabalhado muito em várias frentes para trazer projetos estruturantes para o estado. O ITA e a UFMA assinaram, esta semana, acordo de colaboração, uma iniciativa importante que teve nossa intermediação. Outro é a ampliação das atividades do Centro Espacial de Alcântara, que é fundamental para o desenvolvimento do Maranhão. Outro projeto que também estou lutando é a implantação de um polo petroquímico e de uma refinaria através da parceria com a China. Continuo dando apoio incondicional as lutas e causas dos prefeitos e prefeitas de nosso estado. Obtivemos vitória em relação ao problema do Fundeb; iremos conseguir aumentar a per capita da saúde; e já estamos bem encaminhados no caso referente a destinação dos recursos do antigo Fundef. De forma que vou continuar trabalhando pelo estado e pelos municípios. Serei um senador verdadeiramente municipalista.

“Eu não acredito muito na candidatura dela [Roseana]. Ela seria candidata, mesmo, pra valer, se ela tivesse o apoio do ex-presidente Lula na campanha. Como eu acho que isso não vai acontecer, avalio que ela não deverá ser candidata. A não ser que as pesquisas mostrem um favoritismo dela. Fora essa hipótese, acho que ela não será”

Blog – Qual sua avaliação acerca do trabalho dos três senadores maranhenses? O senhor os considera municipalistas?

Zé Reinaldo – Olha, criticar é fácil. Mas teve um episódio, uma votação relacionada a um projeto que trouxe benefícios para todos municípios brasileiros. Trata-se da destinação de recursos relacionados à compra com cartões de crédito. Antigamente, tudo era pago somente na sede dos bancos. E o que foi votado e aprovado, inclusive com o apoio do presidente Temer, obrigou o pagamento onde o imposto tem origem. Nessa votação, que foi no Congresso, não apareceu nenhum dos três senadores. Foi um negócio estranho e infelizmente é uma realidade. Mas nos 60 milhões que nós, da bancada maranhense, conseguimos alocar para o ITA e UFMA, tivemos o apoio dos senadores.

Blog – O senhor, nesta quinta e sexta-feira, estará na cidade de Imperatriz. Trata-se da primeira agenda política no interior rumo ao Senado?

Zé Reinaldo – Na verdade, vou rever vários amigos. Lógico que chegando lá, teremos compromissos políticos. Mas trata-se de uma agenda muito mais pessoal.

Blog – O senhor me revelou, no primeiro semestre, que iria manter uma agenda conjunta de pré-campanha com o deputado Weverton. Quando, de fato, começará?

Zé Reinaldo – Eu acho muito boa essa agenda. Eu acredito que depois de setembro, quando tudo estiver acertado direitinho, devamos começar a fazer essas visitas conjuntas. Avalio que será bom para os dois.

Blog – O senhor está tranquilo em relação a denúncia que tramita no STF em seu desfavor?

Zé Reinaldo – A denúncia não me acusa de nada. Eu ouvi a gravação dos delatores e todos dizem que não me deram nada. Está lá, é só ouvir a gravação. Portanto, eu tenho plena confiança na Justiça.

Blog – O senhor, em 2006, ajudou a eleger Jackson Lago governador quebrando, desta forma, a hegemonia da família Sarney. Mas nessa eleição, o senhor também elegeu ao cargo de deputado federal um ilustre desconhecido, o hoje governador Flávio Dino, que começou sua carreira política naquele momento. No seu conceito, Dino tem uma dívida política com senhor?

Zé Reinaldo – Olha, dívida depende de cada um. Mas isso que você disse é fato (risos). Eu sinceramente não sei o que ele pensa sobre isso. Em 2006, o Flávio me procurou, juntamente com o Sálvio, irmão dele, que era meu secretário, aliás um ótimo secretário, e me disse que estava acreditando no que estava acontecendo com a eleição do Jackson, com a força que eu estava dando para a candidatura do Jackson, e ele achou que era o momento dele contribuir e entrar na política. No entanto, disse que só entraria se tivesse o meu apoio. Eu disse a ele que o que nós queríamos era renovar a política do Maranhão e nada melhor do que uma pessoa como ele para personificar essa mudança. Cheguei a ponderar afirmando que ele era um juiz muito festejado, que teria todas as condições de chegar ao Supremo e perguntei se isso não era uma situação impeditiva para o sonho político dele. Ele me disse que realmente queria entrar na política, que poderia contribuir. E assim foi feito. De forma que o hoje governador Flávio percebeu o que estava acontecendo naquele momento e começou sua carreira política ali. Ele é uma decorrência daquele momento.

Blog – Qual avaliação o senhor faz do governo Flávio Dino? O senhor acha que realmente ele está promovendo as mudanças prometidas na campanha de 2014?

Zé Reinaldo – Olha, eu acho que é o povo quem pode melhor julgar. Mas o povo maranhense tem apoiado o Flávio. Eu acho que ele está fazendo o máximo que se tem condições de fazer neste momento. Acho que ele faz um bom governo. Só o fato de estar pagando em dia o funcionalismo já é um grande passo. Conheço a realidade atual dos outros estados. Ele continua executando obras importantes. Acho que o Flávio tem feito tudo que pode e o melhor possível em um momento tão difícil da economia brasileira.

Blog – Ele lhe perguntei, anteriormente, qual a sua relação com a ex-governadora Roseana e o seu grupo político…

Zé Reinaldo – Talvez eu não tenha prestado atenção, mas eu não vou fugir da pergunta, (risos). Eu não tenho inimizades pessoais. Acho que as feridas que aconteceram de ambos os lados já estão saradas. Roseana, no aniversário dela em um restaurante de São Luís, veio falar comigo, me deu um abraço. Eu admiro o presidente Sarney, cujo governo participei como ministro, pelo político que ele é. Acho que ele fez pelo país o que poderia ser feito naquele momento. Portanto, não tenho inimizades.

Blog – Governador, qual o seu ponto de vista em relação a esse rompimento político envolvendo Flávio Dino e o senador Roberto Rocha?

Zé Reinaldo – Eu acho que o Roberto foi muito precipitado. Ele podia ser hoje o candidato do Flávio imbatível para o governo. Não agora que o Flávio irá disputar a reeleição, mas no próximo pleito. Mas ele teve uma visão de se ombrear com o Flávio, competir com o Flávio e se colocar já como um candidato contra o Flávio. Eu acho que foi um erro enorme e até um ato de ingenuidade do Roberto. Todo mundo sabe que o Flávio fez tudo para eleger o Roberto senador, ao ponto de largar a candidatura dele na reta final para se dedicar exclusivamente a arranjar votos para o Roberto. De forma que avalio como um erro cometido pelo Roberto.

Blog – O senhor acha que, caso possa concorrer realmente, o presidente Lula terá adversário à altura na disputa pela Presidência?

Zé Reinaldo – O Lula precisa ser candidato para que o PT possa eleger mais deputados. Agora não sei se ele estando na disputa irá se eleger. Existe uma rejeição muito grande no Brasil a ele.

Blog – Zé Reinaldo e Weverton Rocha: essa seria a chapa ideal para o grupo do governador garantir as duas vagas para o Senado?

Zé Reinaldo – Pra mim, com certeza, seria essa (risos).

Blog – O senhor se elegendo senador, ao fim do seu mandato, encerraria a carreira política?

Zé Reinaldo – Ah, sim, com certeza. Não teria mais interesse em disputar cargo eletivo. Após o mandato, ficaria apenas como consultor informal dos políticos mais jovens (risos).

Blog – Governador Zé Reinaldo, suas considerações finais ou mais alguma coisa que o senhor queira acrescentar…

Zé Reinaldo – Olha, a entrevista foi muito boa e completa. Eu sempre leio uns discursos do Eduardo Campos e gosto muito das falas sobre conciliação. Portanto, acho que brigas paroquiais não podem prejudicar projetos importantes para o Maranhão. A união é que precisa prevalecer.

“Olha, dívida depende de cada um. Mas isso que você disse é fato (risos). Eu sinceramente não sei o que ele pensa sobre isso. Em 2006, o Flávio me procurou, juntamente com o Sálvio, irmão dele, que era meu secretário, aliás um ótimo secretário, e me disse que estava acreditando no que estava acontecendo com a eleição do Jackson, com a força que eu estava dando para a candidatura do Jackson, e ele achou que era o momento dele contribuir e entrar na política. No entanto, disse que só entraria se tivesse o meu apoio. Eu disse a ele que o que nós queríamos era renovar a política do Maranhão e nada melhor do que uma pessoa como ele para personificar essa mudança. Cheguei a ponderar afirmando que ele era um juiz muito festejado, que teria todas as condições de chegar ao Supremo e perguntei se isso não era uma situação impeditiva para o sonho político dele. Ele me disse que realmente queria entrar na política, que poderia contribuir. E assim foi feito. De forma que o hoje governador Flávio percebeu o que estava acontecendo naquele momento e começou sua carreira política ali. Ele é uma decorrência daquele momento”. 

“Eu acho que o Roberto foi muito precipitado. Ele podia ser hoje o candidato do Flávio imbatível para o governo. Não agora que o Flávio irá disputar a reeleição, mas no próximo pleito. Mas ele teve uma visão de se ombrear com o Flávio, competir com o Flávio e se colocar já como um candidato contra o Flávio. Eu acho que foi um erro enorme e até um ato de ingenuidade do Roberto. Todo mundo sabe que o Flávio fez tudo para eleger o Roberto senador, ao ponto de lagar a candidatura dele na reta final para se dedicar exclusivamente a arranjar votos para o Roberto. De forma que avalio como um erro cometido pelo Roberto”

“O povo maranhense tem apoiado o Flávio. Eu acho que ele está fazendo o máximo que se tem condições de fazer neste momento. Acho que ele faz um bom governo. Só o fato de estar pagando em dia o funcionalismo já é um grande passo. Conheço a realidade atual dos outros estados. Ele continua executando obras importantes. Acho que o Flávio tem feito tudo que pode e o melhor possível em um momento tão difícil da economia brasileira”

 

Stenio Rezende tem direitos políticos suspensos

 

 

A Segunda Seção do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região condenou, na tarde desta quarta (16), o deputado estadual Stenio Rezende (DEM) pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica. O parlamentar teve os direitos políticos cassados por 8 anos, além do pagamento de multa.

Pelo crime de lavagem de dinheiro, o deputado foi condenado a 4 anos. Pelo crime de peculato foram 4 anos e seis meses.

O processo, que corre em segredo de Justiça, foi colocado para ser julgado no último dia 2, mas o julgamento foi adiado para hoje.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o deputado teria inserido dados falsos na declaração de ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de duas servidoras comissionadas da Assembleia Legislativa do Maranhão (Maria Raimunda Melo França e Ana Carolina Urucu Rego Fernandes), então lotadas em seu gabinete, sem o conhecimento ou anuência destas. Ele também é acusado de se apropriar e desviar, dolosamente, de salários de outros funcionários lotados em seu gabinete.

Outras duas pessoas (Wander Luiz e Silva Carvalho e Socorro de Maria Martins Macedo), então nomeadas pelo democrata em seu gabinete, para auxiliá-lo no suposto esquema criminoso, também são réus no processo, estando enquadradas nos mesmos tipos de crimes.

A juíza federal Rogéria Maria Castro Debelli, foi a relatora do caso no TRF-1.

 

Fórum permanente de discussão sobre os bairros será lançado neste sábado no Turu

 

Uma oportunidade para debater e encontrar soluções para os problemas da capital maranhense. Esse é o principal objetivo do Fórum Permanente, ação idealizada pelo vereador Marcial Lima (PEN) e que será lançada no próximo sábado (19), às 9h, no bairro do Turu.

A iniciativa quer aproximar políticos da comunidade e, consequentemente, por fim a problemas antigos existentes em vários bairros da capital. O debate de sábado deverá contar com a participação outros vereadores; de deputados estaduais e federais; e de secretários municipais e estaduais.

A ideia é seguir o conceito do Fórum e torná-lo permanente em São Luís. O bairro do Turu será a primeira localidade a ter este tipo de ação.

Em pauta, uma discussão sobre um dos problemas que mais incomodam quem mora na região: o Canal do Turu.

A urbanização dessa área representa qualidade de vida, lazer, criação de emprego e renda. Porém, na situação atual, o desenvolvimento do bairro é bastante comprometido.

Devido à importância do debate, toda a classe política foi convidada a participar do encontro no Turu.

Para o vereador Marcial Lima, é o momento de conscientizar os deputados para que a situação neste bairro de São Luís possa ser resolvida, tendo em vista que os parlamentares têm até o dia 20 de outubro para destinar emendas ao Maranhão.

“Os nossos deputados federais têm até o dia 20 de outubro para destinar emendas parlamentares para a nossa capital e estamos pedindo, recomendando, que eles possam fazer emendas de partido ou emendas de bancada para ajudar o Canal do Turu, ajudar São Luís de um modo geral. Essa é uma corrente para frente”, afirmou Marcial Lima.

Dentre as outras ações que estão programadas para os próximos meses, destaque para o debate sobre a criação de um Batalhão de Polícia Militar no Cohatrac para atender ao bairro e áreas adjacentes.

As discussões também serão levadas para a zona rural da capital.

 

Famem consegue na Justiça que novos valores do CAQi sejam implantados no Maranhão

O municipalismo maranhense obteve mais uma expressiva vitória. Atendendo ação movida pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), presidida pelo prefeito Cleomar Tema (Tuntum), o juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara Federal Cível, determinou em sentença expedida liminarmente nesta última terça-feira (15) que o Governo Federal, através do Ministério da Educação, implante, num prazo máximo de 60 dias, o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), dispositivo criado pelo Plano Nacional de Educação, como base de cálculo para repasse de recursos do Fundeb para as prefeituras.

A efetivação do CAQi, em substituição ao Valor Mínimo Anual por Aluno, representará um incremento de recursos no setor da educação dos municípios estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

A ação judicial proposta pela Famem e aceita pelo magistrado é um fato inédito no Brasil e na história do municipalismo do Maranhão; e mostra que os argumentos propostos pela entidade estão totalmente de acordo com o que reza as diretrizes do Plano Nacional de Educação.

“Defiro de urgência para que a União, por intermédio do Ministério da Educação, homologue, no prazo de 60 dias, a Resolução CNE 08/2010, adotando os parâmetros e valores do CAQi ali definidos, que valerão até a conclusão dos trabalhos da Comissão Interinstitucional de Acompanhamento da Implantação do CAQi-CAQ, definido pela Portaria MEC 142/2016; em seguida, deverão a União e o FNDE implementarem o CAQi como parâmetro para o financiamento da educação de todas as etapas e modalidades da educação básica, e utilizado em substituição ao modelo do Valor Mínimo por Aluno – VMAA para o cálculo do FUNDEB”, afirmou o juiz em sua decisão.

Na ação, a Famem comprovou que, de acordo com o que determina a Lei, o Governo Federal já deveria, desde o ano passado, estar utilizando o CAQi como nova base de cálculo para repasses de recursos do Fundeb.

Atualmente, com base no Valor Mínimo Anual por Aluno, um município recebe por aluno, durante todo o ano, R$ 2.875.

Com a utilização do Custo Aluno Qualidade Inicial as cidades do Maranhão receberão 50% a mais deste valor.

A sentença do magistrado cabe recurso. Porém, os argumentos sólidos propostos pela Federação e que resultaram no entendimento de José Carlos do Vale Madeira em favor dos municípios mostram claramente que a decisão não deverá ser revertida.

É importante destacar que a sentença do magistrado beneficia somente os municípios filiados à Famem até a data (04/08/17) que a ação foi protocolada, conforme determina entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).