Policial do grupo que investiga morte de Décio Sá é assassinado a tiros por assaltante


O policial civil João de Jesus Lobato Santana, de 42 anos de idade, que era lotado na Delegacia de Homicídios, foi executado a tiros  de pistola, por um assaltante desconhecido, na noite de sexta-feira, no Aterro do Bacanga. O bandido matou o policial para levar  a moto Honda  CB-300 de placa NNA 6069. O crime foi por volta das 21h.

Santana, como era conhecido pelos colegas, era um dos gentes designados para investigar o assassinato do jornalista Décio Sá, morto a tiros por um pistoleiro na noite da última segunda-feira, no bar e restaurante Estrela do Mar, na Avenida Litorânea. Vinha dizendo aos amigos que estava na batida certa.

Ele estava próximo à  sede da escola de samba Flor do Samba, quando foi abordado pelo bandido. Tentou reagir e levou vários tiros de pistola 27.7, que é de uso restrito para policiais, autoridades e colecionadores.

Ainda foi socorrido por populares e levado para o Socorrão I, mas já chegou sem vida àquela casa de saúde. Ele residia no Parque Sabiá e deixa viúva e quatro filhos na orfandade. Era um dos policiais mais experientes da Polícia Civil do Maranhão.

Santana era filho do escrivão de polícia aposentado Jurandir Santana, proprietário de um comércio no Diamante. A morte dele, de acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Amon Jessem, evidencia a f alta de segurança no Estado.

“Estamos à deriva, sem armamento, sem condições de trabalho e sem apoio. O secretário de Segurança deveria pelo menos comparecer ao velório, para se solidarizar com a categoria”, afirmou.  A moto foi encontrada nesta manhã, no Barreto.

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