E-mail pra Dona Bibi

Olá, minha fofa, muito bom dia! Espero que estas poucas e mal traçadas venham a encontra-la na santa paz do Nosso Senhor por aí. Por aqui, fofura, a expectativa é de que a decisão em segundo turno entre o capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro e o petista Antonio Hadade não venha terminar num banho de sangue, conforme as previsões  dos mais pessimistas.



Para que se tenha uma ideia, tô sabendo que, por conta do acirramento entre as duas correntes, tem casal se separando, briga entre vários membros de uma mesma família, amigos rompendo relacionamento de muitos anos e por aí vai. Nunca tinha visto nada igual em política, nem mesmo quando Cafeteira e Sarney se digladiavam, por aqui.



Parece que neguinho tá ficando é doido com essa história. Mas vamos ver no que vai dar e torcer para que não haja nem mortos e nem feridos, porque isso é uma disputa política e deve ser embasada é pelos ditames da democracia, e não uma guerra fraticida.

Enquanto Hadade e Bolsonaro lutam para ver quem chega ao poder, com amplas e maiores chances para o militar da reserva, aqui no Maranhão há uma guerra declarada em torno dessa história. É travada entre o vereador Francisco Carvalho, presidente estadual do PSL, partido do Bolsonaro e a ex-deputada Maura Jorge, que disputou o governo pela sigla.



Negócio é o seguinte: o Chico Carvalho fundou o partido no Maranhão, num momento em que jamais alguém poderia sonhar que um dia ele poderia chegar ao poder central. Trabalhou como uma formiguinha e levou o partido para  todas as regiões do Estado.

A Maura Jorge chegou de pára-quedas , já aos 40 do segundo tempo, para disputar o governo pelo partido. Agora, se sente  proprietária da sigla. Já anunciou aos quatro cantos do Maranhão, que todos os cargos federais no Estado, no provável governo de Bolsonaro, serão indicados por ela.



O siribolo tá formado, e tem o deputado federal Aluísio Mendes
correndo por fora, esperando as sobras da guerra, uma vez que é amigo do Bolsonaro e aliado do grupo Sarney. A família, por enquanto, tá no mato sem cachorro, esperando um anjo da guarda para salvá-la. A luz no fim do túnel é uma aproximação com o Bolsonaro. Vamos agora às mais interessantes da semana por aqui.

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Fui na semana passada ao encontro do governador Flávio Dino com as lideranças políticas que o ajudaram à vitória no primeiro turno, numa casa de eventos, no Calhau. Dois deputados eram o retrato sem retoques da tristeza.



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Valéria Macedo (PDT) e Rogério Cafeteira (DEM). Ambos foram reprovados no mais novo vestibular das urnas e, a partir do dia primeiro de janeiro, serão ex-parlamentares. Dava dó, ver a cara dos dois.



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Já o Cabo Campos, depois das eleições, sumiu do mapa. O que se falou dele, após a derrota, foi sobre o seu envolvimento num acidente de carro, no retorno do Calhau, em frente ao Shopping do  Automóvel.

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Outro derrotado, o deputado Júnior Verde, terá de voltar  às lides policiais. Ele é da Polícia Civil. A não ser que o irmão, o deputado federal Cleber Verde, reeleito, lhe arrume uma boquinha.

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Quando comandava a Superintendência de Pesca no Maranhão, diziam que ele conseguia votos pelo anzol.  Sem o importante cargo, a coisa ficou preta para o Verde.

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Não dá pra entender  muito é a derrota do deputado Fábio Braga. O homem é poderoso, um dos donos do Uniceuma, mas mesmo assim vai ficar jogado pra cobras na política. Faltou-lhe articulação que nem os Fecury conseguiram,  lhe ajudar.

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Ah, tem ainda, no grupo dos derrotados, o  ex-deputado Marcos Caldas, o Marcos Play. Durante a campanha, dizia que estava com gosto de gás, que ninguém conseguiria evitar sua vitória. Deu com os burros n’água.

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Malandro mesmo nessa história foi o deputado Max Barros. Percebendo que a maré não tava pra peixe. Saiu de fininho, não concorreu, não se endividou, e nem se desgastou.

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Desgastada quem saiu foi a deputada Andrea Murad. Jogou pesado contra o governo Flávio Dino, mas acabou escorregando na casca de banana. Nem ela e nem o pai (Ricardo, que disputou para federal), conseguiram sucesso nas urnas.

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O cunhado dela, o deputado Sousa Neto, também tirou o time de campo antes do apito inicial, alegando haver sido traído por aliados na região de santa Inês. Também será ex-deputado a partir de janeiro.

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Na esfera federal, Bibi, O Deoclides Macedo e o Julião Amin vão voltar pra casa em janeiro. Ficaram no meio do caminho. O eleitorado os reprovou. E olha que ambos sempre são bem avaliados politicamente.

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Já o Simplício Araújo, suplente que virou titular, era secretário de Estado e todo mundo apostava em sua vitória. Deram com a cara no asfalto. O homem não conseguiu sucesso nas urnas.

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Cara de Nhô Zé quem ficou foi Lourival Mendes. Ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-deputado federal, arriscou mais uma vez vaga no Congresso. Não conseguiu sequer quatro mil votos.

Tô sabendo que a Secretaria de Articulação Política e Comunicação (Secap), vai ser dividida em duas, como era antigamente. Cada um pro seu lado e que o deputado federal eleito Márcio Jerry deverá continuar na Articulação Política.

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A rapaziada da Câmara Municipal também não se deu bem na tentativa de vôos mais altos. Dos 10 vereadores que se arriscaram nas eleições, apenas o vereador Pedro Lucas conseguiu um mandato de deputado federalo.

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A expectativa de muitos dos aliados governistas  que não  obtiveram êxito nas urnas,  é deque o governador Flávio Dino chame vários dos eleitos, para que deixem a suplência e assumam mandatos.

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Engraçado mesmo, na minha opinião, foi o Carioca. Já virou folclore. Fez muito barulho durante a campanha, baixando o sarrafo no governo e, na horado pega pra capar, pouco mais de  mil votos.

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Bem, minha fofa, com essa, teu pretinho vai ficando por aqui, garantindo retorno para próxima semana, se Deus quiser. E ele quer, porque sempre foi bacana com o teu pimpolho.

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Beijão desse filhote que jamais deixará de te amar

Djalma

N.E. –Bibi é Benedita Rodrigues, mãe do editor. Ela faleceu aos 28 anos de idade, em 8 de dezembro de 1965.

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