Veja a história da família maranhense que morreu no desabamento de prédio no Rio de Janeiro

Hiltonberto Rodrigues de Souza, 34, Maria de Nazaré, 30, e Hilton Guilherme, 12

O desabamento de dois prédios ocorrido na sexta-feira (12) na comunidade de Muzema, no bairro do Itanhangá, na zona oeste do Rio, provocou a morte de 11 pessoas, segundo o Corpo dos Bombeiros. A instituição ainda confirmou que 13 pessoas estão desaparecidas.

Entre os mortos no desabamento estão ao menos três famílias, que perderam dois ou mais parentes. Parte dos mortos era de migrantes vindos do Nordeste em busca de uma vida melhor, mas que acabaram vítimas da queda nos prédios.

Conheça abaixo a história da família de maranhenses morta na tragédia

 

Eles eram pai, mãe e filho. Os três nasceram no Maranhão, na cidade de Pinheiro e moravam havia 15 anos no Rio de Janeiro. A família havia se mudado no final do ano passado para o condomínio Figueira, em Muzema. Antes, os quatro dividiam uma quitinete em Rio das Pedras, na zona oeste da cidade.

Hiltonberto tinha uma oficina na região e economizou durante 10 anos para conseguir pagar R$ 60 mil pelo imóvel. O apartamento foi comprado em outubro de 2018 e ainda passou por reformas para receber a família.

Filho mais velho do casal, Hilton Guilherme permaneceu 17 horas sob os escombros. Ele foi socorrido ainda com vida para o hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio. O adolescente chegou na unidade de saúde com fratura em uma das pernas e ferimentos no rosto, mas consciente. Ele morreu no sábado (13) durante uma cirurgia.

Segundo a enfermeira Cristina Rodrigues de Souza, 40, que é tia de Hilton Guilherme, o adolescente tinha o sonho de ser engenheiro mecânico.

Era um menino feliz, obediente, estudioso, ajudava o pai na oficina. Já a menina (filha mais nova do casal) está comigo, vai voltar para a escola semana que vem, está brincando, ela não sabe ainda o que aconteceu. Vou levá-la no psicólogo para acompanhar isso

 

 

 

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