Recados para ela

Olá, minha fofa, muito bom dia! Desculpa a falha da semana passada, mas eis-me aqui de volta, como se fosse o retorno do velho boêmio, para te informar sobre as novidades.  No entendimento do teu pretinho, uma das mais importantes foi a inquirição do empresário Luciano Hang, na CPI da Pandemia, que tem o comando de duas “vasilhas”, os senadores Omar Aziz, na presidência e Renan Calheiros na relatoria. O participação de Hang foi na quarta-feira e ele foi  a principal estrela de uma ópera bufa, onde seus atores, na realidade, estão utilizando aquele espaço para se promoverem politicamente com vias às eleições do próximo ano.

Quando chamo os dois comandantes da CPI de “vasilhas”, é porque Omar, quando  governador do Amazonas, foi o responsável pela prisão da esposa e de três cunhados, por desvio de recursos da saúde. Já foi acusado inclusive de pedofilia, enquanto o Renan responde a pelo menos 17 inquéritos no  bondoso STF, pela prática dos mais variados delitos.

Digo que essa Comissão Parlamentar de Inquérito é um atentado às boas práticas, por conta da escolha desses dois dirigentes. Mas voltando a falar no Hang, ele deitou e rolou e mostrou a incompetência de muitos senadores, inclusive da maranhense Eliziane Gama, que aparece ali a cada depoimento para tirar sua casquinha.

Foi um circo o depoimento  de Luciano Hang. Um dos senadores se mostrou apoplético, chegando a bradar em alto e bom som:

-Você sabe com quem está falando?

-É com um senador da República!  Me respeite!

E teve mais. O empresário se mostrou decepcionado, quando o Omar Aziz exibiu uma foto antiga dele, criticando-o porque ele não estava usando o seu paletó verde amarelo.  O que isso tinha a ver com a CPI da Covid. Uma palhaçada em que sobraram palhaços. Uma atuação vergonhosa no circo do Senado. Mas vamos partir para outras também engraçadas.

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Por aqui, cidadã, também foi muito vergonhoso o bate boca digital entre o prefeito de Tuntum, o Fernando Pessoa e o blogueiro Domingos Costa, domiciliado na  cidade de Raposa.

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Os dois chegaram a se acusar mutuamente de cheiradores de cocaína, com ameaças de um denunciar outro na Justiça. Um papel deprimente  para um prefeito que ostenta o título de advogado. Só tu vendo a baixaria.

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Mas a baixaria patrocinada por Fernando Pessoas e seus apaniguados começou dias atrás, em sua própria cidade, quando ele protagonizou uma vaia ao governador Flávio Dino.

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Vou te explicar melhor. Flávio Dino organizou um evento na cidade e  convidou o prefeito e a adversária deste, a deputada estadual Daniella Tema, que anunciou que estava disponibilizando R$ 1 milhão para serem aplicados em benefício do município.

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Fernando Pessoa já havia orquestrado uma vaia à parlamentar, mas, na realidade a vaia recaiu foi sobre Dino, o organizador do evento. O episódio mostrou a verdadeira face do prefeito, que sentiu posteriormente o efeito de sua prepotência.

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Na realidade,  a cidade percebeu a história, a falta de educação, a falta de raciocínio político e passou a desancar o chefe do executivo municipal de Tuntum, por saber do que ele é capaz.

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Vamos passar para outra: Lá em Santa Luzia, a prefeita França do Macaquinho recebeu a visita de agentes da Polícia Federal, numa operação para desbaratar uma gangue que desviou recursos públicos destinados à saúde.

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O episódio foi amplamente divulgado pelas redes sociais. Ela prontamente fez distribuir uma nota em que distorcido vira “destrocido”, além de outras pancadarias no Português. Tentou explicar que Jesus não é Jeneve  e a referida nota serviu mais foi para desinformar.

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Também quem anda apavorado com constantes operações da  PF é o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior. Na semana passada, os federais estiveram  mais uma vez na capital maranhense, em busca de informações sobre desvios da saúde, protagonizados pelo ex-secretário municipal de Saúde, o Lula Fylho.

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Neguinho tá pensando que a história vai ficar como está, mas sabe-se que a investigação está tendo desdobramentos que podem comprometer a candidatura do ex-alcaide  ao governo do Estado. Se adversário inventa história, imagina quando os fatos realmente existem…

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Interessante a nossa Justiça. Um projeto que barra supersalários empacou no Senado. Tão dizendo que o próprio presidente do STF, o Luiz Fux teria procurado um grupo de senadores para que sentasse em cima da matéria.

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Se os parlamentares estavam remancheando para não fazer o projeto andar, imaginem agora com esse pedido de ministros do STF. Quem paga o pato no Brasil, na realidade é o pobre trabalhador, Bibi.

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Um projeto que estabelece o CPF como documento único do cidadão, está na Câmara Federal. Se realmente for aprovado, deverá provocar sérios problemas para alguns políticos maranhenses. Uns com até 4 CPFs diferentes. Tudo para aplicar trambique.

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Descobri aqui, por exemplo, que tem neguinho acumulando cargos públicos por conta desse documento triplicado. Caso realmente essa norma passe a vigorar, haverá um grande escândalo, envolvendo também gente que tem político como cônjuge e que pensa em disputar mandato eletivo no próximo ano.

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Tem prefeito maranhense pagando R$ 34 mil para médico psiquiatra, sem que esse compareça ao local de trabalho. Pelo que está ocorrendo na cidade, esse prefeito deve ser um verdadeiro doido varrido.

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Aliados do vice-governador Carlos Brandão relatam que ele já conta com o apoio de 22 deputados estaduais para o embate que se dará no próximo ano, pelo governo do Estado.

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O projeto relatado pelo senador Weverton Rocha, sobre punição para políticos caiu como uma luva para corruptos. Eles poderão disputar eleições mesmo que tenham contas rejeitadas.

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No texto, a explicação é de que só serão punidos se o erro for doloso. Isso é, se pensaram mesmo em errar. Alguém já viu dizer que ladrão se auto incrimina, mesmo quando é pilhado praticando o roubo?

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Bem, minha fofa, com essa o teu pretinho vai ficando por aqui, garantindo retorno na próxima semana, se Deus quiser. E ele quer, porque sempre foi bacana com esse teu pimpolho.

 

Beijão de quem te adora

Djalma

N.E. Bibi é Benedita Rodrigues, mãe desse editor. Ela faleceu no dia 8 de dezembro de 1965, aos 28 anos de idade, na Santa Casa de Misericórdia.

 

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