Recados para ela

Olá, minha fofura, muito bom dia! Desculpa aí, Bibi a falha nas últimas semanas. É que teu pretinho testou positivo duas vezes seguidas para o coronavírus. Deu muita preocupação, apesar de não ter apresentado qualquer sintoma. Fiz exames nos dias 14 e 25 do mês passado e o vírus estava lá. Aí repeti no último dia 2 e havia desaparecido. Ufa!  Mas fiquei injuriado. Que diacho é isso que essa praga não sai do corpo?, pensei várias vezes. Mas enfim, está tudo normal.

Ah, morena fofa, estamos vivendo dias turbulentos na política, por conta de duas eleições que estão se avizinhando. Pela presidência da Câmara Municipal de São Luís e pelo governo do Estado. Em ambas, os seus protagonistas estão definidos e correndo em busca de apoios.

No primeiro caso, na Câmara por exemplo, a disputa está entre os vereadores Gutemberg Araújo (Podemos) e Paulo Victor (PC do B). Nessa refrega, também há reflexo na briga pelo Palácio dos Leões. Paulo Victor  tem apoio do vice-governador Carlos Brandão, enquanto Gutemberg tem o respaldo do prefeito Eduardo Braide.

Paulo Victor está em vantagem, e contabiliza 18 votos declarados. Já espalhou até outdoor pela cidade, com a foto de sua turma, embora seja prudente andar de olhos bem abertos nessa reta final, porque em se tratando de eleição para a Mesa da Câmara, há a tradição de mudança de última hora.

Aí, Bibi, vou te lembrar de um episódio histórico que marca as eleições na Câmara de São Luís. Em 1987, na bolsa de apostas para a disputa pela presidência, todo mundo cravava o nome do então vereador Hilton Rodrigues, que era sogro do governador Epitácio Cafeteira.

Cafeteira reuniu, na véspera, no Palácio, um grupo majoritário e todos davam como favas contadas a vitória de Hilton. No dia do pleito, um domingo de Carnaval, o plenário da Câmara ficou divido entre vereadores, jornalistas e secretários de Estado.

O voto era secreto e, apurada a votação, o vereador Raimundo Assub venceu por um voto de diferença. Anos depois, o saudoso Aldionor Salgado me confessou numa rodada de cerveja, que o voto que selou a vitória de Assub tinha sido dele.

Tem muitas histórias sobre eleições da Câmara Municipal, que pretendo reuni-las num livreto, porque estive no cenário durante 21 anos, período em que fui diretor de Comunicação daquela casa parlamentar. Muitas coisas hilárias, que beiram à incredulidade.

Agora, cidadã, vamos às mais interessantes da semana.

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Ainda sobre eleições, a vaca começa a tossir e pela briga em busca do governo do Estado, com vários candidatos, mas  polarizada entre o vice-governador do Estado, Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha.

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A briga começou pra valer, realmente, fui no dia 31 do mês passado, depois que o governador Flávio Dino reuniu o grupo aliado e anunciou, no Palácio dos Leões, que seu candidato era o Brandão. Isso estava escrito nas estrelas, por conta dos gestos do governador em relação ao seu vice.

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Pressentindo isso, Weverton Rocha foi antes ao Palácio e disse a Flávio Dino que ele tinha seu apoio para o Senado, mas que iria continuar sua pré-campanha ao governo. De forma velada, o rompimento estava configurado.

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Feito isso, Weverton reuniu a imprensa na sede do PDT, na Rua dos Afogados e expôs a situação. Se os dois não se agridem, o certo é que internautas de lado a lado se põem a colocar lenha e querosene na fogueira.

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Só que nessa disputa, Weverton lidera nas pesquisas, mas perde quando se trata de apoio de lideranças políticas. No mesmo horário em que concedia a coletiva no PDT, o diretor-geral do Detran, Francisco Nagib, ex-prefeito de Codó, ainda filiado ao partido do senador, anunciava apoio a Carlos Brandão.

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Ao longo da semana, foram vários  prefeitos e ex-prefeitos propagando apoio a Brandão. A deputada estadual Cleide Coutinho, forte liderança de Caxias e de toda região dos Cocais, fez seu anúncio de apoio ao vice-governador esta semana, levando a reboque toda a família e grupos aliados.

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Outra briga que promete desdobramentos. É de bastidores, mas quem milita na política sabe o que está acontecendo. Trata-se da Secretaria de Segurança Pública, cujo comando está vago desde o anúncio da exoneração do delegado Jeferson Portela. Ele bai disputar uma vaga na Câmara Federal.

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Portela deixou o cargo e caiu na boca do povo. Está sendo considerado traidor. Isso porque passou os dois governos de Flávio Dino e  anunciou apoio ao senador Weverton Rocha. Na minha opinião, ele mostrou independência. Mas só, que em política as coisas não funcionam desse jeito.

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Andam dizendo pelos bastidores da Câmara Municipal, que o vereador Astro de Ogum ainda pode ser lançado candidato a presidente da Casa. Por enquanto, ele está no grupo do colega Paulo Victor.

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O clima ficou tenso nas hostes do lulismo, após a divulgação de uma pesquisa em que o presidente Jair Bolsonaro cresceu 3 pontos, mesmo percentual de queda do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

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O temor é de que o reajuste  salarial concedido aos professores do ensino  e o aumento do Auxílio Brasil venha a fazer mais estragos ao candidato do PT.

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Falando em Lula, ainda não consigo entender, como é que um processo que passou 8 anos sendo analisado pela Justiça, e que o condenou, passados mais 7 anos foi declarado Lula. Acho que era caso de internar num hospício todos os que dele participaram.

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Bem, minha fofa, com essa o teu pretinho vai ficando por aqui, garantindo retorno na próxima semana, se Deus quiser. E ele quer, porque sempre foi bacana com esse teu pimpolho.

Beijão de quem continuará te amando para sempre.

Djalma

N.E. Bibi é Benedita Rodrigues, mãe desse editor. Ela faleceu no dia 8 de dezembro de 1965, aos 28 anos de idade, na Santa Casa de Misericórdia.

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