Pacotes sem identificação aparecem misteriosamente no litoral do Maranhão

Objetos foram achados no litoral dos municípios de Santo Amaro, Cândido Mendes, Paulino Neves e São Luís.

Por G1 MA — São Luís, MA

Pacotes sem identificação feitos de um material apareceram misteriosamente em praias do litoral maranhense. Os objetos foram encontrados nos municípios de Santo Amaro do Maranhão, Cândido Mendes, Paulino Neves e em São Luís.

Na capital, o objeto foi encontrado na faixa de areia há pouco mais de um mês por um grupo de jovens, que não quiseram se identificar, enquanto jogavam futebol na Praia da Guia. Eles trouxeram o objeto que pesa cerca de 180 kg para o bairro da Vila Nova e ele foi retirado da praia com a ajuda de uma retroescavadeira.

O pacote é formado por camadas de borracha. É possível ver a composição após os jovens terem feito um corte na ponta do objeto e a impressão é que o material tenha sido queimado e compactado.

“Estava metade enterrado [o pacote] e a maré trouxe, já que aqui a maré é muito forte e quando começou a secar, a areia enterrou ele. Ficou só um pedaço do lado de fora e nós desenterremos e trouxemos. Foi uma retroescavadeira do rapaz que estava lá embaixo e trouxe e nós subimos para ela”, disse um dos jovens que encontrou o título.

Mais pacotes surgiram em estados do Nordeste. No litoral de alagoas, foram achados mais de 80, em Pernambuco foram 11, na Paraíba nove, no Ceará 18, em Rio Grande do Norte foram 6 e outros 33 no estado do Piauí.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Maranhão (Ibama) acompanha o caso e acredita que o material seja lixo que tenha caído de algum navio que passou pela costa brasileira ou que tenha sido descartado de forma proposital. Outra linha de investigação é que o material sintético seja derivado de Petróleo, altamente inflamável.

Além disso, os fragmentos dos materiais devem passar por análise da Polícia Federal, que investiga o caso em Alagoas, onde os primeiros pacotes foram encontrados. A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) está fazendo análises técnicas no material. Apesar de não ser oficial, os investigadores acreditam que os pacotes podem ter saído da Holanda.

“O que vamos fazer aqui é pedir para as prefeituras coletarem o material e ai nós vamos lá verificar qual o tipo de material coletado. Uma das linhas é que o material seja sintético e derivado de Petróleo altamente inflamável. Então a gente pede para a população não chegar perto, não coletar, deixar só que os órgãos públicos tomem as providências”, explicou Taise Ribeiro, coordenadora da emergência ambiental do Ibama no Maranhão.

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