Chico Carvalho anuncia homenagem ao Sampaio Correa pelos 50 anos da conquista do Campeonato Brasileiro da Série B

No próximo dia 17 de dezembro, há exatos 50 anos, o Sampaio Corrêa conquistava a Série B, do Campeonato Brasileiro, o seu primeiro título nacional, que representou também a primeira conquista de um time do Nordeste desta competição. Naquele período, a competição era conhecida como “Brasileirinho”.

O vereador Chico Carvalho anunciou que esta foi uma data histórica não só para o futebol maranhense, mas como para o esporte da região Nordeste. “Merece  todas as nossas homenagens, aqueles jogadores foram autênticos heróis maranhenses e jamais poderão ser esquecidos”, destacou o parlamentar.

El afirmou que esteve presente ao estádio naquela que ele considera uma inesquecível data, afirmando que ainda se emociona ao lembrar aquela memorável partida. Estamos conversando com nossa assessoria  para a elaboração de um projeto para homenagearmos o Sampaio Correa e toda aquela brilhante equipe, afirmou o vereador.

A CONQUISTA

O Sampaio Corrêa passou inicialmente por uma primeira fase de grupo. Depois chegando aos oito melhores, novamente participou de um grupo. A equipe Tricolor terminou como a melhor de sua chave e disputou, assim, à final contra o Campinense.

O Campeonato da Série B de 1972 reuniu 23 times do Nordeste, divididos em quatro grupos. O tricolor compunha o grupo A, juntamente com Moto Clube de São Luís, Tiradentes e Flamengo do Piauí e Fortaleza e Guarany de Sobral. O Sampaio Corrêa fez uma excelente campanha. Aqui, vale ressaltar alguns problemas enfrentados pelo clube maranhense ao longo da disputa.

Na segunda fase da competição, por exemplo, na cidade de Alagoinhas (BA) contra o Atlético, a delegação do clube maranhense chegou na cidade a poucas horas da partida. “O clima é um pouco diferente, o calor da torcida adversária, o fator campo e o principal, a longa viagem rodoviária, sentado em um ônibus com regular conforto, mas ficando os atletas com as pernas entorpecidas”, relatava o ‘Jornal do Dia’ quando do confronto no interior da Bahia.

 

Com uma equipe modesta, onde não despontava nenhum atleta de grande expressão nacional, o Sampaio Corrêa era uma autêntica formação de jogadores nordestinos, sob o comando do maranhense Marçal Tolentino Serra.

O elenco foi um dos melhores ao longo de toda a história do clube, segundo relatos dos torcedores mais antigos e da crônica esportiva maranhense. Para os saudosistas, foi a melhor formação em toda a história do Sampaio Corrêa: A equipe que conquistou o Campeonato Nacional está no coração de todos os ‘bolivianos’: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecy Lima, Gojoba e Edmilson Leite; Limas, Djalma (ídolo da torcida e o craque do time), Pelezinho e Jaldemir (um ponteiro driblador que agitava a galera).

A FINAL

O clube chegou à final jogando contra a Campinense da Paraíba. A Confederação Brasileira de Desportos sorteou no dia 14 de dezembro a cidade de São Luis como local da decisão entre Sampaio e Campinense e a FMD recebeu a comunicação enchendo a notícia de alegria a torcida maranhense pois com isto, o nosso representante terá muito mais chances de ser o campeão, porque joga com o apoio total.

A partida foi um marco na época, principalmente pelo fato de se tratar de um título inédito no futebol maranhense e nordestino. Grande número de torcedores já se movimentam para levarem ao Municipal, foguetes, papel picado, escolas de Samba e muitos outros atrativos para o incentivo que o Sampaio necessita para sagrar-se campeão do Brasil.

Pela primeira vez em sua história o clube chegava a uma decisão de campeonato a nível nacional: “nosso estádio foi bastante pequeno para conter o grande número de torcedores que suportou o ‘empurra-empurra’ e ‘passa por cima’, a fim de incentivar o Sampaio Corrêa a trazer para o futebol maranhense, o título nacional da primeira divisão.

A equipe maranhense disputou a final da competição com Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Waldeci Lima; Gojoba, Djalma e Edmilson Leite; Lima, Pelezinho e Jaldemir. Paulo Figueiredo, goleiro titular, foi afastado pelo presidente Jurandir Santos por causa de um desentendimento do jogador com o treinador Marçal Tolentino Serra. A equipagem tricolor da grande decisão, um conjunto de camisas nas cores verdes com as golas amarelas e detalhes vermelhos, foi comprada na cidade do Rio de Janeiro.

Na grande decisão, realizada na noite do dia 17 de dezembro, o Sampaio Corrêa chegou ao título após vencer a final contra o Campinense, em São Luís, por 5×1, na disputa de penalidades máximas, depois de um empate no tempo normal por 1×1, e a 0a0, na prorrogação. Volmir, aos 37 minutos do primeiro tempo (Campinense), e Pelezinho, aos 44 minutos da etapa final, fizeram os gols do tempo normal. O título então foi decidido nos pênaltis:

Por uma solicitação dos adversários apenas um jogador de cada time faria a cobrança de penalidade. Neguinho cobrou primeiramente pelo Sampaio e marcou os cinco gols. Na vez do Campinense, Ivan Limeira converteu o primeiro e no segundo o goleiro Jurandir defendeu a bola.

A comemoração foi tão grande que alguns torcedores, atrás do suvenir, deixaram os jogadores de cueca no campo. O campeão maranhense encerrou a sua participação com oito vitórias, quatro empates e cinco derrotas, assinalando 19 gols e sofrendo apenas 8, além de ter um jogador como o artilheiro da competição – Pelezinho, que assinalou 8 gols.

A equipe de destacou pelo seu elevado espírito de luta e raro talento em termos de conjunto, com alguns jogadores revelando uma notável categoria, segundo consta da crônica maranhense: o meia Djalma Campos, considerado o maestro da equipe e o jogador mais virtuoso da competição, Jalmir um driblador emérito que desconcertava os adversários, jogando na ponta esquerda, o rápido e insinuante Lima na ponta direita; os eficientes alas Célio Rodrigues e Valdecy Lima, o experiente Gojoba como volante, a raça incomum de Neguinho, como xerife do time, e o oportunismo de Pelezinho, um centroavante rápido e inteligente. Apesar de destaques, o time inteiro era de uma impressionante coesão.

(Com informações da imprensa da época)

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