Assembleia Legislativa e Câmara Municipal realizam sessões solenes pelo cinquentenário do curso de Agronomia da UEMA

A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão promoveu, hoje, às 15 horas, no Plenário Nagib Haickel, Sessão Solene proposta pelo deputado César Pires (PV) em comemoração aos 50 anos do Curso de Agronomia da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Já no dia 28, às 14 horas, a Sessão Solene terá como espaço o Plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal de São Luís. No Legislativo Municipal, a Sessão Solene resulta de proposição do Vereador Honorato Fernandes (PT).

A programação alusiva aos 50 anos do Curso de Agronomia continua na noite do dia 28. Às 19 horas, no Auditório da Federação das Indústria do Maranhão – FIEMA, em Sessão Solene, a homenagem fica por conta da Administração Superior da Instituição.

No dia 10 de dezembro, às 9 horas, no Curso de Agronomia, haverá um momento ecumênico sendo que, no dia 12, às 21 horas, as homenagens atingem seu ponto culminante com uma festa de confraternização no Espaço 1000, na Avenida dos Holandeses.

 

A origem do atual Curso de Agronomia remonta ao final da década de 60. Nessa época, jovens profissionais, maranhenses e recém-formados, na grande maioria, unidos em torno do ideal de construir uma base sólida capaz de enfrentar as grandes questões da agricultura do estado, transformaram em realidade a ESCOLA DE AGRONOMIA DO

MARANHÃO.

 

Segundo o reitor da UEMA, Prof. Gustavo Pereira da Costa, a justificar a criação do Curso de Agronomia, o ambiente político que preconizava a renovação do cenário técnico-administrativo no Estado, nos aspectos dos recursos humanos e métodos de trabalho. O setor primário, sustentáculo da economia maranhense constituía prioridade, aliado à educação, à saúde e à infraestrutura.

 

Para o Professor José Augusto Silva Oliveira, ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão e responsável pela organização dos eventos comemorativos dos 50 anos do Curso de Agronomia, “No final da década de 60, o Brasil vivia sob a égide de um novo regime constitucional, em que a meta a ser atingida era o desenvolvimento econômico a qualquer custo. Já era possível se perceber o tão decantado ‘milagre brasileiro’. O país, como um todo, perseguia essa máxima, e os estados da federação encamparam a ideia.

O Maranhão navegava heroicamente nas ondas desse desenvolvimento, buscando se adequar às mudanças que essa ordem econômica exigia. A visão de um estado meramente agrícola precisava ser mudada incluindo novos desafios em outras esferas da competitividade, criando uma nova concepção para a instalação de um parque industrial. No entanto, o setor agrícola deveria ser fortalecido em face da tradição e da participação no PIB do estado”.

 

Nesse contexto diz, ainda, o ex-reitor e professor no Curso de Agronomia, “A percepção de que o desenvolvimento do Maranhão passava, necessariamente, pelo fortalecimento da agropecuária deu-se no governo Newton Bello, que outorgava bolsas de estudos para os maranhenses que quisessem obter o título de Engenheiro Agrônomo na tradicional

Escola de Agronomia da Amazônia, sediada no Estado do Pará. É desnecessário descrever as dificuldades de manter um sistema dessa natureza, ou seja, deslocar pessoas para outro estado em busca de qualificação profissional. Reverter esse processo era uma necessidade vigente. O ambiente político, em nível do Maranhão, preconizava a

renovação do cenário técnico-administrativo, nos aspectos dos recursos humanos e métodos de trabalho. O setor primário, sustentáculo da economia, constituía prioridade, aliado à educação, à saúde e à infraestrutura. Com foco nessa assertiva uma equipe de jovens profissionais com visão estratégica e liderada pelo Engenheiro Agrônomo Lourenço José Tavares Vieira da Silva, mesmo contrariando alguns céticos, lançou a

base da Escola de Agronomia do Maranhão .

Criada em 3 de novembro de 1969, por meio da Lei Nᵒ 3.003, e regulamentada pelo Decreto Nᵒ 4.045, de 12 de dezembro do mesmo ano, como entidade autárquica estadual, com autonomia orçamentária, ,administrativa e didática, e sede em São Luís, a ESCOLA DE AGRONOMIA DO MARANHÃO recebeu autorização de

funcionamento do Conselho Estadual de Educação em 30 de setembro de 1970 e foi reconhecida como instituição de ensino superior do Curso de Agronomia, em sessão plenária do Conselho Federal de Educação, em 30 de abril de 1974.

 

Em cumprimento à Lei Nᵒ 3.260, de 22 de agosto de 1972, passou a integrar a Federação das Escolas Superiores do Maranhão – FESM. Posteriormente, por força da Lei Nᵒ 4.400, de 30 de dezembro de 1981, veio a constituir, com outras unidades de ensino superior, a UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA,

passando à denominação de UNIDADE DE ESTUDOS DE AGRONOMIA.

 

A atual nominação – CURSO DE AGRONOMIA – é uma decorrência da modificação  estrutural experimentada pela UEMA, de acordo com o Decreto Nᵒ 13.819, de 25 de abril de 1994. Vincula-se por esse dispositivo ao Centro de Ciências Agrárias e por intermédio de Departamentos Acadêmicos, Núcleos Técnicos e Fazenda Experimental,

desenvolve as atividades de ensino, pesquisa e extensão na área agronômica.

O Curso de Agronomia, objeto de homenagem pela Assembleia Legislativa do Maranhão, tem passado por avaliações realizadas pelo MEC, e os conceitos obtidos são animadores, sinalizando que a missão estabelecida está sendo cumprida. As deficiências apontadas pelos avaliadores não são vistas sob a ótica do pessimismo, mas, motivadoras para transformar as ameaças em oportunidades de crescimento. Contribui nesse

processo a titulação do quadro docente e, como consequência natural, o crescimento da produção científica. Atualmente, os professores têm seus trabalhos publicados em diferentes revistas nos âmbitos nacional e internacional.

Um marco histórico importante de mudança na qualidade do ensino no Curso de Agronomia foi a criação do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia, uma visão avançada para a época, constituindo-se como o primeiro curso, nessa linha de pensamento, implantado no Brasil. A partir desse, outros surgiram e passaram a funcionar em diferentes universidades brasileiras.

Após o funcionamento do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia, e com foco nessa lógica, buscou-se uma interação mais estreita entre as matérias da pós-graduação e as da graduação. Esse fato propiciou, em curto espaço de tempo, uma mudança comportamental com efeitos na melhoria da aprendizagem dos alunos e na consequente produção acadêmico-científica, com reflexos positivos na formação dos engenheiros

agrônomos e sua visão para o desenvolvimento sustentável da agricultura.

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