Festa de ricaços deixa rastro de contaminação do coronavírus e morte no Rio de Janeiro

Mirna Bandeira de Mello, de 71 anos, morreu nesta segunda (23) e estava entre presentes em comemoração; outros cinco convidados estão hospitalizados e mais de 30 apresentaram sintomas de gripe

 

A socialite carioca Mirna Bandeira de Mello, de 71 anos, morreu nesta segunda (23) em decorrência de infecção por coronavírus. Ela estava internada no hospital Samaritano, na Zona Sul carioca.

O caso, no entanto, ainda não aparece na estatística oficial de mortos pela pandemia no Rio de Janeiro. Uma fonte da Secretaria de Estado de Saúde explicou que, provavelmente, o laboratório responsável pelo teste ainda não enviou o resultado para a base de dados do governo que contabiliza as vítimas.

Dias antes de apresentar os sintomas da doença, Mirna esteve entre os convidados de uma comemoração de noivado que se tornou um foco de propagação do Covid-19.

A confraternização resultou em 37 pessoas com sintomas relacionados ao coronavírus de acordo com a contagem de um parente dos noivos ouvido pelo site da ÉPOCA.

Era para ser um dia inesquecível para o casal Alessandra e Pedro, dois representantes de famílias tradicionais da sociedade carioca. Ele, filho de Maritza e do príncipe Alberto de Orléans e Bragança. Ela, herdeira de Bettina Haegler e Rafael Fragoso Pires.

O cenário escolhido foi a mansão dos pais do noivo, localizada na rua Peri, no Jardim Botânico, no sábado, 7 de março. Após a festa, veio o susto.

O primeiro a ser internado foi Alex Haegler, o avô da noiva, de 85 anos, três dias após o evento, na terça-feira, 10 de março. Na sequência, outros cinco convidados foram hospitalizados, entre eles, o pai da noiva, Rafael Fragoso Pires, e Mirna Bandeira de Mello.

Logo após a festa, Mirna viajou para o Uruguai. Na quarta-feira, 11 de março, alarmada pelos relatos de outros convidados, ela ligou para saber sobre o estado de saúde do amigo Fragoso Pires. Na conversa, Mirna relatou que estava se sentindo mal e preocupada com a tosse que não passava.

No dia do noivado, os cerca de 70 convidados circularam livremente pelos jardins da residência. Apesar das primeiras notícias de contaminação por coronavírus na cidade, muitos se cumprimentaram com dois beijos no rosto – um hábito entre os cariocas – abraços e apertos de mãos.

Um dos convidados presentes mencionou a viagem que acabara de fazer à Itália. Outro contou que havia voltado na véspera de uma temporada em Nova York. Alguns convidados vieram da Bélgica especialmente para a celebração.

(Revista Época)

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