Durante entrevista ao programa Notícias da Capital, apresentado pelo jornalista Djalma Rodrigues, na Rádio Capital AM, na última sexta-feira, o ex-deputado federal Roberto Rocha, presidente municipal do PSB, confirmou a manutenção de sua pré-candidatura a prefeito de São Luís, mas enfatizando ainda ser possível a unificação dos demais opositores do prefeito João Castelo em torno de uma candidatura única. Disse que não se pode desconhecer a força política e eleitoral do prefeito da capital maranhense, lembrando que o pleito deste ano será uma prévia para 2014.Questionado pelo apresentador e pelo radialista Gilberto Lima, Roberto Rocha salientou que seu partido, o PSB, é uma das siglas de maior potencial político no cenário nacional, com governadores e prefeitos muito bem avaliados e com uma bancada qualificada no Congresso Nacional.
-O presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, esteve aquiem São Luís, destacando a necessidade de uma candidatura própria. Nós estamos aqui, prontos para o debate. Queremos discutir São Luís, prepará-la para o futuro e pensando na sucessão de 2014-, disse Roberto Rocha.
Indagado se os lançamentos das pré-candidaturas de Tadeu Palácio (PP), Eliziane Gama (PPS) e Edivaldo Holanda Júnior (PTC), não acabava por dividir a chamada oposição ao prefeito Castelo, Roberto Rocha foi enfático:
-É natural que os partidos apresentem seus quadros para o debate político, para a interlocução. Vínhamos discutindo, desde o ano passado, a aglutinação dessas forças em torno de uma candidatura única. Isso ainda é viável, desde que deixemos de lado os projetos pessoais e as vaidades-, enfatizou.
Questionado sobre o que poderia ser uma falta de estratégia, políticos que se apresentam como opositores ao grupo Sarney fustigarem constantemente o prefeito João Castelo, um declarado anti-sarneisista, e que reflexos isso poderia trazer para 2014, Roberto Rocha declarou:
-O Castelo é poder na esfera municipal e oposição ao governo do Estado, sem dúvida nenhuma. Ele poderia está no comando desse grupo de oposição para 2014. Teve oportunidade para isso, mas fez suas escolhas, cujos desdobramentos o levaram a um distanciamento. Eu, por exemplo, deixei o PSDB. Sou adversário político do Castelo, mas não tenho nada contra ele no campo pessoal, prova disso é que o visitei recentementeem São Paulo, quando enfrentou problemas de saúde. O problema é que ele deixou escapar a oportunidade de está no comando da nau oposicionista para 2014, embora seja uma grande força política-, acrescentou.
Lembrado a respeito de recente reunião entre PC do B (Márcio Jerry) e PSDB (deputado federal Carlos Brandão) para diálogo em torno da sucessão municipal em vários municípios e se isso teria reflexosem São Luís, se poderia representar uma aproximação entre Flávio Dino e João Castelo, Roberto Rocha foi categórico:
-É compreensível esse diálogo, para evitar maiores atritos em 2014. É natural que partidos que no âmbito nacional cultivem adversidades, se unam para a escolha de candidaturas únicas nos municípios. Masem São Luís, é muito diferente, porque o cenário é outro-, sentenciou.
Ao avaliar uma indagação sobre a hipotética possibilidade do pré-candidato petista, o vice-governador Washington Luiz disputar o segundo turno, e de como ficaria a situação do presidente estadual do PC do B, Flávio Dino, que é auxiliar da presidente Dilma, caso fosse convocado para ajudar o candidato petista, num palanque da família Sarney, ele destacou:
-Olha a presidente Dilma é muito ética e sabe a situação de cada capital, onde vários de seus aliados são adversários entre si. Mas essa hipótese, em se concretizando, deixaria o Flávio em situação extremamente delicada, já que ele prega o anti-sarneisismo-, frisou.
Roberto Rocha finalizou dizendo que é preciso a renovação na política do Maranhão, destacando que é necessário que se vislumbre o cenário daqui pra frente pelo pára-brisa e não pelo retrovisor e voltou a pregar a união das oposições para 2014.






