Relato de Sarney em gravação mostra que Lula se arrependeu da eleição de Dilma

O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) afirma em uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  se arrependeu da escolha da presidente afastada Dilma Rousseff para sucedê-lo. A assessoria do Instituto Lula classificou a divulgação da conversa como “nojenta” (leia mais ao final desta reportagem).

A conversa foi gravada por Machado na casa do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). O ex-presidente da Transpetro, que gravou várias conversas com políticos do PMDB, teve acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No diálogo com Sarney, inédito, Machado e o ex-presidente falavam sobre a Dilma Rousseff e sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O nome de Lula não é citado diretamente, mas, para os investigadores, fica claro que a conversa é sobre ele.

SÉRGIO MACHADO – Agora, tudo por omissão da dona Dilma.
JOSÉ SARNEY – Ele chorando. O que eu ia contar era isso. Ele me disse que o único arrependimento que ele tem é ter eleito a Dilma. Único erro que ele cometeu. Foi o mais grave de todos. 

Em gravação citada pelo jornal “Folha de S.Paulo” entre Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) o assunto também é Lula. Mas a conversa é sobre o suposto envolvimento do ex-presidente no esquema do mensalão do PT.

Segundo o jornal, Renan Calheiros afirma que Lula havia saído, ou seja, não processado no mensalão porque os pagamentos ao marqueteiro Duda Mendonça no exterior não foram investigados a fundo quando vieram a público.

RENAN CALHEIROS – Por que que o Lula saiu [não foi acusado no processo do mensalão]? Porque o Duda [Mendonça, marqueteiro] fez a delação – na época nem tinha [a lei]. O Duda fez a delação e disse que recebeu o dinheiro fora. E ninguém nunca investigou quem pagou, né? Este é que foi o segredo.

Duda Mendonça foi o marqueteiro da campanha vitoriosa de Lula em 2002. Ele acabou absolvido no julgamento do mensalão.

Neste trecho, também publicado pela “Folha”, Renan e Machado se referem ao triplex e ao sítio que os investigadores afirmam que são de propriedade do ex-presidente. Lula nega ser o dono.

Os dois  citam uma quantia em dinheiro que Lula teria, sem mencionar a origem. Reportagem da revista “Veja” mostrou que a empresa de palestras de Lula teria faturamento semelhante à quantia citada por Machado.

MACHADO – …botou na real. Aí [inaudível] umas besteiras, como a Marisa diz, besteira. Ele tem 30 milhões em caixa. Como é que não comprou um apartamento, uma p*** [inaudível]. P***, umas m***, um sítio m***, um apartamento m***.

Além de fazer as gravações, Sérgio Machado já deu vários depoimentos aos investigadores da Operação Lava Jato, que estão agora analisando todas essas informações trazidas pelo ex-presidente da Transpetro.

A delação premiada dele foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, a partir de agora, começa uma nova etapa da apuração. O ex-presidente José sarney e os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá podem ser chamados a dar explicações.

Versões dos citados
A assessoria de imprensa do Instituto Lula enviou nota na tarde deste sábado (28) na qual classifica como “nojenta” a divulgação das conversas gravadas e diz que não há provas que comprometam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É simplesmente nojenta a divulgação de conversas armadas com a clara intenção de comprometer o ex-presidente Lula em ilícitos dos quais ele não participou. O vazamento ilegal dessas gravações é mais uma evidência de que, depois de investigar por mais de 2 anos, o Ministério Público Federal não encontrou sequer um fiapo de prova contra Lula. Porque Lula sempre agiu dentro da lei”, diz o texto da nota.

A presidente afastada Dilma Rousseff disse que que não vai comentar as declarações de José Sarney e de Sérgio Machado.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, também não vai comentar.

O advogado de José Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que o ex-presidente não vai responder sobre fragmentos do que está sendo vazado. E que pediu cópia da delação de Sérgio Machado ao STF para poder responder de forma contextualizada.

Antonio Carlos de Almeida Castro também é advogado de Duda Mendonça. Sobre o cliente, disse que a afirmação de que Lula não foi processado no mensalão por causa da delação do publicitário não tem sentido. Almeida Castro disse que duda não protegeu ninguém, foi processado criminalmente no mensalão e absolvido pelo plenário do Supremo.

A defesa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que ele não pode se manifestar porque a delação ainda está sob sigilo.

Delta X
Em outro trecho de conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ao qual a TV Globo teve acesso, ele e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento do governo Temer, falam sobre financiamento de campanhas eleitorais. Eles usam um termo “Delta X” que, segundo investigadores, é uma referência a propina dentro de uma doação legal.

Eles dizem que o “Delta X”, a propina, sempre existiu, mas dizem que “os caras” são dois e expandiram, dando a entender que aumentaram a propina. Eles não deixam claro quem são “os caras”.

SÉRGIO MACHADO: Romero, o modelo é igual. O que varia, variou agora é que esses caras são tão doidos que eles saíram do modelo tradicional e foram…

ROMERO JUCÁ: E expandiram, fizeram…

SÉRGIO MACHADO: E foram pro, inclusive envolvendo…

ROMERO JUCÁ: É, foram pro macro.

MACHADO SEGUE: Sempre tem aquele, aquele “delta x” que é o normal. É o que sempre aconteceu em todas as campanhas eleitorais.

JUCÁ AFIRMA: Caía lá e cá. Rolava oficialmente.

SÉRGIO MACHADO: Oficialmente. Sempre teve isso. Agora, as empresas que dão, dão em todos os níveis de governo.

ROMERO JUCÁ: Dão.

SÉRGIO MACHADO: E são as mesmas. Então aqui é um acordo.

JUCÁ: Contaminado.

SÉRGIO MACHADO: O cara que faz uma obra aqui, faz lá… Não tem jeito.

Eliziane Gama destaca plano de governo em sabatina do AQui – Maranhão

A rodada de sabatinas realizada pelo Grupo O Imparcial aos candidatos a prefeito de São Luís teve início na tarde de ontem. A primeira entrevistada foi a candidata Eliziane Gama (PPS). Com duração de 1h15min, dividida em 4 blocos temáticos, a sabatina foi conduzida pelo diretor de redação de O Imparcial, Raimundo Borges, acompanhado da jornalista Lisiane Martins, e foi transmitida ao vivo pela fanpage do jornal no Facebook. No primeiro bloco, a candidata abordou tópicos do seu plano de governo, com destaque às propostas para as áreas da saúde, educação e mobilidade. Ela afirmou que uma de suas primeiras ações, se eleita, será a construção de um novo hospital para atendimentos de emergência. “Eu digo que sim, construirei um novo hospital de emergência, pois é a

necessidade da cidade. Uma de minhas primeiras ações será a formação de um comitê que viabilize uma PPP [Parceria público‐privada] para construção do hospital”, afirmou. No item educação, a candidata afirmou seu compromisso para o funcionamento de oito escolas municipais de tempo integral. “Atualmente não há uma escola de tempo integral gerida pelo município. Faço o compromisso de pôr em funcionamento ao me

8 escolas até o fim do mandato. Além disso, vamos atacar a distorção idade‐série e buscar a meta de ter 100% das crianças da cidade alfabetizadas até os 8 anos. Outro ponto destacado durante a sabatina foi a solução aos problemas da qualidade das obras realizadas pela prefeitura. Eliziane afirmou que terá o compromisso de estabelecer, na contratação das licitações, mecanismos que obriguem as empresas vencedoras a garantir um prazo mínimo de durabilidade para as obras entregues. “Ao não estabelecer um prazo de ‘garantia’, a prefeitura erra e torna as obras ineficientes

Cláudia Durans vai abrir ciclo de entrevistas da Rádio Capital

Djalma Rodrigues, entre Ivson Lima e Ailton Nunes

Djalma Rodrigues, entre Ivson Lima e Ailton Nunes

A candidata  Cláudia Durans (PSTU) vai abrir o ciclo de entrevistas  entre os 9 postulantes à Prefeitura de São Luis, que será realizado no programa Pauta do Dia, sob o comando do jornalista Djalma Rodrigues, e que é levado ao ar das 17 às 19 horas, de segunda a sexta-feira.

A definição da ordem das entrevistas foi feita através de sorteio ao vivo, que foi realizado no início  da noite desta quinta-feira (25). O diretor geral da emissora. Marcos Soares, destacou que a Capital vai realizar  esse trabalho da forma mais democrática possível, entrevistando todos os candidatos, independentemente da determinação do STF, que estabeleceu prioridade apenas para candidatos cujos partidos tenham mais de 10 deputados na Câmara Federal.

“A população precisa ouvir as propostas de cada um dos concorrentes. E é por isso que a Rádio Capital está abrindo espaço igual de duas horas, para todos eles. É uma exigência do povo, do ouvinte e segue as diretrizes desse órgão de comunicação, que sempre se pautou pela lisura e pela imparcialidade”, destacou Marcos Soares.

Além de Djalma Rodrigues, condutor do programa Pauta do Dia, participarão das entrevistas os comunicadores Ivison Lima, Sérgio Murilo e Ailton Nunes. Acompanhe a ordem dos entrevistados:

 

30 de agosto – Cláudia Durans (PSTU)

31 de agosto – Rose Sales         (PMB)

1 de setembro – Edivaldo Jr.    (PDT)

2 de setembro –   Eduardo Braide (PMN)

5 de setembro –   Eliziane Gama   (PPS)

6 de setembro –  Fábio Câmara     (PMDB)

9 de setembro – Zéluis Lago        (PPL)

12 de setembro –Valdeny Barros (PSOL)

13 de setembro – Wellington do Curso (PP)

Funcionários fantasmas e acumulação de cargo público são algumas irregularidades detectadas na folha de Mirinzal

Prefeito Amaury Almeida

Prefeito Amaury Almeida

 
Cláudio Almeida – irmão do prefeito – recebia como secretário e também coordenador do Fundo de Saúde.
 
Ao que tudo indica, nos próximos meses, o prefeito de Mirinzal – Amaury Santos Almeida, candidato à reeleição pelo Partido Democrático Trabalhista(PDT), terá muito que se explicar à justiça. Em uma rápida análise na prestação de contas do município, principalmente no que tange a folha de pagamento, várias suspeitas de irregularidades foram detectadas pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado.
Dentre algumas das aberrações, as que mais chamaram atenção foi o fato dos Secretários de Finanças do Município – Cláudio Santos Almeida e de Administração – Evilásio Rodrigues Ribeiro receberam por duas fontes pagadoras. No caso, suas respectivas secretárias e, ainda, a Secretaria de Saúde.
Segundo documentos analisados, no ano de 2013, por exemplo, Cláudio Almeida recebia a quantia de R$3.000,00(três mil) como secretário e, ainda, R$800,00(oitocentos reais) como coordenador do fundo municipal de saúde.
Situação semelhante também foi detectada tendo o secretário Evilásio Ribeiro como beneficiário. No caso, assim como Cláudio Almeida, ele também recebia pelas Secretárias de Administração e Saúde.
A similitude de nomes foi outro ponto que chamou atenção dos analistas. Em um caso, por exemplo, a funcionária Aldira Silva aparece com um salário de R$ 2.000,00(dois mil reais), sem que seja feito qualquer desconto. Logo em seguida, aparece outra Aldira Silva, mas acrescido o sobrenome Araújo, digo, Aldira Silva Araújo, com salário de R$678,00(seiscentos e setenta e oito reais) e todos os descontos assegurados por lei.
 
Analisando os dados constantes no TCE, após checagem de informações junto a funcionários da prefeitura, os quais pediram para não serem identificados, várias pessoas jamais foram vistas no município, há exemplo da cunhada do secretário Cláudio Almeida – Nágila Quintanilha Gerude, cujo nome aparece na folha recebendo um salário de R$1.500,00(hum mil e quinhentos reais), mas só aparece na cidade em período de festa.
A funcionária Alessandra Cruz(R$1.500,00), Pedro Jarbas de Jesus Júnior(R$678,00) e Leibe Prazeres Barros Madeira(R$1.500,00) também são “servidores” que constam nas folhas de pagamento enviadas ao TCE, contudo, segundo aliados do prefeito, nunca foram vistos cruzando os corredores de qualquer dos órgãos da prefeitura.
Ainda ao analisar os dados, também chamou atenção de pessoas ligadas a Amaury, o fato de funcionários terem sido desligados dos quadros e mesmo assim, posteriormente ao afastamento, continuarem incluídos na folha de pagamento, como Dienne Sanay Silva Ferreira. Mesmo afastada da função, o nome permaneceu na folha.
Para alimentar uma espécie de caixa dois, que seria operado diretamente pelo prefeito Amaury e o secretário Claudio, segundo funcionários que estão bastante descontentes com a gestão municipal, apenas com intuito de devolver o excedente , alguns funcionários aparecem na folha recebendo valores bem acima do correto.
Nessa situação estariam os servidores Adeni Júnior Fonseca Pereira, que aparece com um salário de R$ 3.988,76(três mil novecentos e oitenta e oito reais e setenta e seis centavos) quando o correto, para o cargo exercido, seria de apenas R$1.500,00(hum mil e quinhentos reais).
Quintino Pereira e a professora Greyce Anne das Graças M.M. Costa seriam outros dois que se encontram na mesma situação. Na folha, mediante o cargo exercido, embora um salário mínimo fosse o correto, Quintino aparece recebendo R$1.000,00(hum mil) reais. Já a professora Greyce deveria receber, de direito, R$1.390,00(hum mil e trezentos reais), mas, de fato, segundo conta na folha, recebe R$2.890,16(dois mil oitocentos e noventa reais e dezesseis centavos).
O Caso do médico Ubiratan Amorim Ferreira foi outro que chamou bastante atenção. Para exercer suas funções no chamado Programa Saúde da Família, em um único mês, o médico recebia a bagatela de R$57.000,00(cinquenta e sete mil) reais. O detalhe é que na cidade, de acordo com alguns moradores, o médico até prestava serviço, mas não pelo programa federal do PSF.
Servidores também denunciam que, além de problemas na folha de pagamento, as empresas que prestam serviços ao município seria outro meio usado pelo prefeito para sangrar o erário público. Tais casos serão detalhados em outras matérias. Com a palavra, o Ministério Público do Estado.

Temer condiciona projeto de porto no Maranhão por votos ao impeachment de Dilma

temer

Em semana decisiva para o processo de impeachment de Dilm a Rousseff, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), resolveu agir e garantir o voto dos três senadores da bancada do Maranhão. Em reunião no Palácio do Planalto, o peemedebista tratou de um projeto muito caro aos senadores maranhenses, a criação de uma zona de exportação no Porto do Itaqui, em São Luís.

“O projeto é a bandeira da bancada do Maranhão. É uma proposta nossa, que foi abraçada por todos na bancada”, disse o senador Roberto Rocha (PSB-MA), autor do texto. Conterrâneo, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), é o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça.

A conversa foi uma reação à investida de Dilma, que também nessa semana teria negociado a reorganização de coligações do PT no Maranhão para as eleições municipais, a pedido dos senadores João Alberto Souza (PMDB-MA) e Roberto Rocha. Os senadores negam a movimentação.

A proposta dos parlamentares estabelece a Zona de Exportação do Maranhão (Zema), que tem o objetivo de incentivar a produção de bens destinados à exportação e desenvolver a indústria local. O projeto englobaria toda a capital maranhense como área de livre comércio e com incentivos fiscais especiais, mas sem previsão de renúncia fiscal, aspecto que agrada o governo federal.

É a segunda vez que Michel Temer recebe os senadores maranhenses para tratar do projeto, a primeira foi logo após assumir o governo. Segundo os parlamentares, o presidente em exercício demonstra muito entusiasmo pela proposta.

Eles pretendem votar o projeto até o fim do ano na Comissão de Constituição e Justiça e acreditam que o apoio do governo pode “melhorar os ânimos” para levar a proposta para o plenário do Senado logo em seguida.

Preocupado com o impeachment, Temer observou particularidades políticas do Maranhão que favorecem a presidente afastada e, por isso, resolveu agir. Foi no Maranhão que Dilma teve a maior votação proporcional para a presidência em 2014, onde alcançou quase 79% dos votos.

Os três integrantes da bancada do Estado votaram a favor do prosseguimento do processo de impeachment da presidente, mas nenhum se comprometeu em manter o voto para o julgamento final.

Edison Lobão foi ministro de Minas e Energia de Dilma e desde a primeira sessão afirmou que votava apenas pela abertura do processo. João Alberto Souza, por sua vez, votou contra a admissibilidade do impeachment e sempre se posicionou a favor de Dilma, mas mudou de lado na última votação por “questões políticas”. Após deixar o Palácio do Planalto, disse que não tratou de impeachment. “Não trataria, porque não sei como vou votar”, afirmou.

Já Beto Rocha é mais próximo do PCdoB e do PT na política local, se opondo ao clã Sarney, que já demonstrou apoio a Michel Temer. O senador sempre esteve na lista dos aliados de Dilma como um dos mais cotados para votar contra o impeachment.

“É uma questão muito particular para nós do Maranhão, em que a maioria esmagadora da população votou pela reeleição de Dilma. Temos de ter muito cuidado ao tratar sobre o impeachment com os nossos eleitores”, disse Beto Rocha. O senador se diz decidido sobre o seu voto, apesar de não querer revelá-lo.

 

Renato Dionísio está internado em estado delicado

Renato Dionísio

Renato Dionísio

O ex-vereador e empresário  Renato Dionísio,  um  dos mais destacados produtores culturais do Maranhão, presidente do Boi Pirilampo, está internado desde ontem na UTI do Hospital Carlos Macieira, acometido de uma crise de diverticulte.

O estado de saúde de Renato é delicado, mas ele vem se recuperando satisfatoriamente, conforme pessoas ligada ao produtor cultural.

CBF discute extinção da seleção permanente de futebol feminino

selação feminina

Acreditem, depois das Olimpíadas, depois de muitas pessoas terem acreditado que a seleção feminina de futebol era a única esperança de medalha na modalidade, a CBF agora discute a ideia de extinção permanente da seleção brasileira feminina de futebol. O desempenho da seleção pode ter tido um impacto ainda maior para o esporte, pois existem pessoas influentes pensando se realmente vale a pena manter a seleção feminina pelo fato do custo ser muito alto. Já leu nossa matéria com as 8 provas que a Seleção Brasileira feminina de futebol dá uma goleada na masculina?

Não existem vantagens para a confederação em manter a seleção e os superiores da CBF fizeram a seguinte leitura: o resultado não veio, elogios pela iniciativa também não, e sobrou apenas a conta para pagar. O desempenho do coordenador Marco Aurélio Cunha, no entanto, é bem avaliado internamente.

A tendência é que o trabalho de monitoramento e desenvolvimento do esporte continue. Nos últimos dois anos, centenas de atletas no Brasil e no exterior foram observadas, mas o conceito de seleção permanente pode ser extinta. O dirigente afirma que apesar dos esforços, o futebol feminino não “pega” o Brasil, embora milhares de brasileiros tenham se empolgado com o desempenho inicial das meninas da seleção, especialmente enquanto a seleção masculina sofria na primeira fase das Olimpíadas. Leia também a nossa matéria que mostra qual o time do coração dos jornalistas esportivos.

A dois dias do início do julgamento, 51 senadores declaram voto a favor do impeachment

pró i,pac hment

A dois dias do início do julgamento final do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, no Senado, 51 senadores declararam que votarão a favor do impeachment, Em levantamento feito terça-feira pelo GLOBO. Disseram que votarão contra 19 e não quiseram manifestar seus votos ou não foram encontrados 11 parlamentares.(Infográfico: veja a intenção de voto de cada senador)

Na votação da chamada pronúncia, quando Dilma virou ré, foram 59 votos a favor e 21 contra. São necessários 54 votos, entre os 81 senadores, para a condenação definitiva de Dilma à perda do mandato e à inelegibilidade por oito anos.

O julgamento começará na manhã de quinta-feira. Na primeira fase, só testemunhas serão ouvidas, o que deve acabar sábado. No dia 29, Dilma fará sua defesa e, em 30 e 31, haverá discursos e a votação.

Apesar de ainda não haver tal número, o clima é favorável ao impeachment. Vários senadores que não declararam sua preferência informaram às suas bancadas que votarão pelo afastamento definitivo da petista. Nos bastidores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem sido pressionado pelos aliados a fazer o mesmo, mas ele disse que ainda analisa a situação.

O impeachment tem três fases no Senado: a admissibilidade (abertura), que ocorreu em 12 de maio; pronúncia, que ocorreu em 9 e 10 deste mês; e o julgamento final, a partir de amanhã. Ontem, alguns senadores que vinham relutando em declarar seus votos se se manifestaram. O presidente da comissão especial do impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), disse que votará a favor do impeachment.

O senador Benedito de Lira (PP-AL) assumiu seu voto, alegando que agora, com o quadro já definido, não há mais motivo para não declarar sua posição. Ex-ministro de Dilma, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) também se manifestou pela condenação.

No caso dos aliados de Dilma, o senador Elmano Férrer (PTB-PI) disse que manteria sua posição contra o impeachment. O Palácio do Planalto ainda tenta mudar seu voto.

PUBLICIDADE

— Já votei duas vezes contra e mantenho minha posição. Pode colocar. Só se algo acontecer — disse Férrer.

O governo acredita que terá de 61 a 63 votos a favor do impeachment. Nessa conta, inclui o senador Edison Lobão (PMDB-MA), que foi favorável à abertura do processo e à pronúncia, mas evita declarar sua posição porque foi ministro de Dilma e não quer constrangê-la, mesma situação de Jader Barbalho (PMDB-PA).

Aliados de Temer acreditam que terão apoio de Fernando Collor (PTB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), João Alberto (PMDB-MA), Hélio José (PMDB-DF) e Roberto Rocha (PSB-MA). Nos bastidores, os três senadores do Maranhão negociam votarem unidos.

 

Vereador é executado a tiros em Governador Nunes Freire

vereador morto

 

O vereador Esmilton Pereira dos Santos, de 45 anos, foi assassinado a tiros, na noite dessa terça-feira (23), quando chegava em casa, no município de Governador Nunes Freire. O caso está sendo investigado.

Em seu quarto mandato, o vereador era candidato à reeleição. Esmilton era natural de Lago Verde. O velório será realizado na casa do pai dele, em Governador Nunes Freire.

Lobão e Alberto Filho vão depor no STF sobre Cunha

cunha e aliados

 

Arrolados como testemunhas da defesa, onze políticos enviaram ao ministro relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, datas e horários em que estrarão à disposição do Judiciário.

Eles serão ouvidos na ação penal em que Cunha é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, sob suspeita de ter recebido R$ 5 milhões em propina de um contrato firmado pela Petrobras para a aquisição de navios-sonda do estaleiro Samsung.

A ex-deputada e prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, é ré na mesma ação penal.

Até o momento, responderam ao ofício de Teori os deputados federais Marcelo Aro (PHS-MG), Hugo Motta (PMDB-PB), Pedro Chaves (PMDB-GO), Washington Reis (PMDB-RJ), Fernando Jordão (PMDB-RJ), Manoel Junior (PMDB-GO), Felipe Bornier (Pros-RJ), Saraiva Felipe (PMDB-MG), Alberto Filho (PMDB-MA) e Flaviano Melo (PMDB-MA), além do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Dos onze parlamentares, nove são correligionários do deputado afastado. Os outros dois integravam o chamado centrão da Câmara, grupo pluripartidário que era comandado pelo Cunha no período em que ele esteve na presidência da Casa.

Cunha listou 13 parlamentares como testemunhas de defesa. Apenas dois deles – os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Mauro Lopes (PMDB-MG) – ainda não responderam ao STF quando poderão prestar depoimento.

DESMEMBRAMENTO

Num outro procedimento em tramitação no Supremo, o ministro Toeri Zavascki determinou que seja retirado do guarda-chuva da Lava Jato um inquérito que tem como principais alvos Eduardo Cunha e o dono do banco BTG, André Esteves.

A investigação foi aberta para apurar as suspeitas de que Cunha recebeu R$ 45 milhões para incluir uma emenda de interesse de Esteves numa medida provisória.

Conforme a Folha apurou, em seu despacho, Teori argumenta que o caso em questão não tem ponto de contato com o esquema de corrupção na Petrobras. Por isso, ele pede ao Supremo, Ricardo Lewandowski, que redistribua o inquérito para outro ministro relatá-lo.